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Menina falece à espera de doador

Rayssa era uma menina alegre e extrovertida.
Rayssa era uma menina alegre e extrovertida.

Karen Novochadlo
Tubarão

Depois de três anos de luta contra o câncer, a pequena Rayssa Ghisi Domingos não resistiu e morreu, ontem, no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis. A pequena tubaronense, de 6 anos, tinha leucemia linfoide aguda.
A morte de Rayssa foi provocada por uma infecção por fungos e bactérias, que atingiu os pulmões e o coração. A menina foi submetida a forte tratamentos e chegou a ser internada por três dias.
O caso de Rayssa ganhou repercussão nacional, inclusive no Fantástico, por causa de suas buscas por doadores. A mãe, Rosilene Aparecida Ghisi, é adotada e começou a procurar por seus pais na esperança de que pudessem ser doadores.

Rosilene foi criada por vizinhos, no interior do Paraná. Ela chegou a encontrar os parentes, mas nenhum era compatível.
A equipe do hospital chegou a encontrar um possível doador, em um banco de medula óssea, mas a compatibilidade não chegou a ser testada. “Ela era uma menina linda, extrovertida”, lembra a mãe.
O corpo de Rayssa é velado no Salão Paroquial da Igreja de Bom Pastor. A missa será no mesmo local, às 10 horas de hoje. O sepultamento no cemitério Horto dos Ipês, no Monte Castelo.

Como doar medula?

Por mês, cerca de 500 pessoas comparecem à Unidade de Coleta em Tubarão e ao Hemosc de Criciúma para fazer o cadastro para a doação de medula. Em apenas dez minutos, o voluntário responde a um questionário e são retirados dez milímetros de sangue.
A responsável pela captação de doadores do Hemosc de Criciúma, Ana Rúbia Pelegrin Zanetti, explica que todos, entre 18 e 55 anos, podem ser doadores. Basta comparecer ao Hemosc.

No Brasil, apenas 2% da população é cadastrada para ser doadora de medula óssea. Para fazer a doação de sangue para o cadastro, é preciso levar a carteira de identidade, ter entre 18 e 54 anos, e estar em boas condições de saúde. A classificação da medula irá para o Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (Redome).
Os portadores de leucemias são os doentes que mais se beneficiam com os transplantes de medula. Quanto maior o número de doadores, mais fácil achar alguém compatível.

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