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Menores são removidos para outras cidades

Mesmo com a previsão das obras de reforma do Casep  iniciarem em 20 dias, os adolescente somente retornarão para Tubarão após o cumprimento da medida socioeducativa em outras unidades. Foto: Unisul TV/Reprodução/Notisul
Mesmo com a previsão das obras de reforma do Casep iniciarem em 20 dias, os adolescente somente retornarão para Tubarão após o cumprimento da medida socioeducativa em outras unidades. Foto: Unisul TV/Reprodução/Notisul

Mirna Graciela
Tubarão

Após passarem a madrugada de ontem no Presídio Regional de Tubarão, os internos do Centro de Atendimento Sócio Educativo Provisório (Casep) foram transferidos, no início da tarde, para outras instituições de Santa Catarina. A remoção para a unidade prisional para adultos foi necessária em função de uma rebelião, na terça-feira. Eles destruíram toda a estrutura do Casep.
“Colocamos os menores em duas celas isoladas dos demais detentos. No período que ficaram aqui, não causaram nenhum problema. Foi somente um paliativo de emergência, já que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) o cumprimento de medida socioeducativa em presídios”, confere o gerente do presídio, Glauco Roberto dos Santos.

Segundo a coordenadora interina do Casep, a assistente social Júlia Graziela Durant Nuernberg, o ECA consente que o menor infrator fique cinco dias nas delegacias especializadas, quando não há vaga nos centros. Neste caso do Casep de Tubarão, que ficou com a estrutura comprometida, é a transferência imediata, como ocorreu. “Eles permaneceram menos de 24 horas no presídio, apenas para podermos fazer os ajustes necessários para os remanejar para outras unidades”, justifica Júlia.

Dos dez menores, quatro foram conduzidos pela Polícia Militar da Cidade Azul para uma instituição de Rio do Sul. Uma viatura do Departamento de Administração Prisional (Deap) de Criciúma, com a Polícia Civil de Tubarão, transportou dois para Curitibanos e outros quatro para Lages. “Estes menores transferidos somente retornam para a cidade após o cumprimento da medida socioeducativa. Eles já foram encaminhados com cartas precatórias, para responder lá pelos seus crimes cometidos”, revela a coordenadora.

Novas apreensões de menores podem deixar de serem feitas

Os menores infratores do Centro de Atendimento Sócio Educativo Provisório (Casep) de Tubarão destruíram toda a estrutura física da instituição nesta terça-feira. Dos 11 internos, um, de 16 anos, fugiu. Ele cumpria medida socioeducativa pelo crime de tráfico de drogas, e ainda não foi localizado.

A Polícia Militar de Tubarão foi duas vezes ao Casep. Na primeira, a situação ficou controlada, durante a manhã. Mas, na outra, todos estavam em cima de telhado, em um tumulto generalizado.
Após o fim da rebelião, os adolescentes foram removidos para o Presídio Regional. “Eles destruíram uma estrutura que já estava precária. Foi terrível, algo que deixa qualquer um apreensivo”, lamenta a coordenadora interina do Casep, a assistente social Júlia Graziela Durant Nuernberg.

No dia da rebelião, segundo ela, fazia uma semana que a notícia da reforma do Casep – prevista para iniciar em 20 dias – havia chegado. Com o prédio destruído, sem condições de abrigar os infratores, fica a incógnita quanto a apreensão de outros menores até que ocorra a reforma.

“Não sabemos se vamos deslocá-los para outras instituições, como o Casep de Criciúma, até que as obras sejam finalizadas. Outra alternativa seria a reforma em duas etapas. Isto será definido nos próximos dias, em uma reunião com a secretaria estadual de justiça e cidadania”, antecipa Júlia.

"Muitas famílias estão comprometidas com o tráfico de drogas. Os filhos trabalham nisto para sustentar os pais. Destes que estavam no Casep, cerca de 80% vivenciam esta situação, um histórico lamentável e triste."

Júlia Graziela Durant Nuernberg
Assistente social e coordenadora interina do Casep de Tubarão

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