Início Geral Moradia: Quando os problemas em condomínios falam mais alto

Moradia: Quando os problemas em condomínios falam mais alto

Carolina Carradore
Tubarão

O cachorro do apartamento de cima não para de latir, os moradores boêmios promovem mais uma festa de arromba, o vizinho não respeita o espaço da garagem… Como se não bastassem tantas dores de cabeça, o síndico não sabe mais o que fazer com o condômino inadimplente. Não são raras as situações em que os moradores de prédios extrapolam os limites da tolerância.

Boa parte dos problemas poderia ser resolvida se os condomínios fossem registrados, explica o diretor do Sindicato dos Condomínios (Secovi), Walério Berkenbrock, presidente da Imobiliárias Associadas de Tubarão e Região da Amurel (Iata). Segundo ele, cerca de 40% dos condomínios da cidade não possuem registro. “É um fator importante, pois tira boa parte da responsabilidade do síndico. Isso sem falar que a ação de cobrança fica mais fácil”, explica.

Água
O Secovi orienta os síndicos de prédios habitacionais a regularizem seus condomínios. “Assim, todos poderão impor seus direitos e deveres”, justifica o diretor do sindicato em Tubarão, Walério Berkenbrock.
A falta de participação dos condôminos nas assembleias é um dos principais problemas enfrentados em Tubarão. Outra reclamação fica por conta da distribuição de consumo de água. Hoje, a conta, é dividida pelo metro quadrado do imóvel. Uma sugestão que poderia ser discutida em assembleia é que a conta seja dividida por quantidade de moradores de cada apartamento.

Cobrança
Outra dor de cabeça constante é a inadimplência dos condomínios. A assembleia legislativa aprovou a lei complementar nº 477, que permite que os tabelionatos recebam para protesto comum o crédito do condomínio, decorrente das cotas de rateio de despesas e da aplicação de multas. Com a aprovação da lei, os administradores de imóveis adquirem autonomia para manter a saúde financeira do condomínio e a tendência será a diminuição dos atuais percentuais de inadimplência.

O assunto foi tema da palestra “Como reduzir a inadimplência nos condomínios: protesto das taxas condominiais em atraso”, ontem à noite, no Espaço Integrado de Artes da Unisul. O encontro contou com a participação do deputado estadual Giancarlo Tomelin, autor do projeto de lei que permite o protesto de taxas condominiais em atraso, Fernando Willrich, presidente do Sindicato dos Condomínios do estado, e Murilo Gouvêa dos Reis, assessor jurídico da entidade.

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