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Morre bebê vítima do atropelamento em Copacabana

A bebê de 8 meses, chamada Maria Louise, uma das vítimas do atropelamento em Copacabana, Zona Sul do Rio, morreu na noite desta quinta-feira (18),em uma Unidade de Pronto Atendimento. A informação foi confirmada por policiais que atuam no caso. 

Além do bebê, outras 16 pessoas ficaram feridas – 12 delas levadas para o Hospital Miguel Couto, na Gávea.

A mãe da bebê, que também está entre os feridos, lamentou a morte da criança na manhã desta sexta-feira (19). Ela foi com a família tentar a liberação do corpo no Instituto Médico-Legal (IML), mas não conseguiu porque a certidão da criança molhou em uma chuva e rasgou. A família terá que tirar um novo documento para fazer a liberação.

Detran-RJ afirma que motorista omitiu sofrer de epilepsia

O motorista omitiu que tem epilepsia quando tirou carteira de habilitação, informou o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RJ) nesta sexta-feira (19). Anaquim disse à polícia que teve um ataque epilético ao volante e perdeu o controle do carro.

A mulher que acompanhava Antonio no veículo confirmou a versão de que ele desmaiou depois de ter o ataque. Outras testemunhas já foram ouvidas pela Polícia Civil.

Segundo o Detran, pessoas com epilepsia podem ter CNH. No entanto, precisam passar por uma avaliação neurológica antes de tirar o documento, e o exame médico tem validade menor. Os motoristas com epilepsia só podem ter habilitação na categoria B, para carros.

Ainda de acordo com o Detran, Antonio estava com carteira suspensa desde maio de 2014. No entanto, ele não cumpriu a determinação de devolver o documento e fazer um curso de reciclagem. Por dirigir e continuar a cometer infrações com a CNH suspensa, o órgão instaurou um processo de cassação do documento.

Laudo diz que motorista não bebeu

Antonio não tinha consumido bebida alcoólica antes de dirigir na noite de quinta-feira, de acordo com exame feito pela Polícia Civil e divulgado nesta sexta.

O laudo diz que Antonio estava desperto e se apresentou calmo para o exame, fornecendo respostas com clareza de raciocínio, pensamento bem articulado e orientação no espaço e no tempo.

Após o acidente, Antonio foi detido e levado para a 12ª DP (Copacabana), delegacia que abriu inquérito para investigar o caso.

Segundo a Polícia Civil, a principal hipótese é de que o motorista tenha mesmo sofrido um ataque epilético. Como não fugiu do local do atropelamento, Antonio vai responder em liberdade por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

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