
Tubarão
A morte de uma jovem de 27 anos nesta sexta-feira, em Florianópolis, após a prática de exercício físico em uma academia de ginástica, reacendeu as discussões sobre os riscos da atividade em jovens considerados saudáveis.
Conforme a mestre em atividade física e saúde, Clarissa Rios Simoni, de Tubarão, muitas pessoas por vontade própria começam a realizar exercícios físicos com base em informações do senso comum ou por meio da mídia. “Não é a primeira vez que recebemos notícias como a da jovem de 27 anos que passou mal em uma academia e acabou falecendo. Esta história, ainda que com falta de evidências, nos remete a pensar que existem indicações bem claras da Organização Mundial da Saúde, bem como estratégias mundiais, para reduzir o risco de eventos como este durante a prática de exercícios físicos”, destaca.
Para Clarissa, uma entrevista (anamnese) bem dirigida pode remeter o professor bem formado a sugerir ao cliente uma avaliação com outros profissionais da saúde antes de prescrever o treinamento. “Várias doenças e comportamentos sociais podem aumentar a chance do novo praticante ter eventos indesejados durante a prática do exercício físico ou até levar ao óbito. Alunos tabagistas, por exemplo, têm o risco aumentado de acidentes vasculares cerebrais e de infarto do miocárdio, e devem ser avaliados por um médico cardiologista antes de iniciarem a prática de qualquer tipo de exercícios, estando este em qualquer faixa etária”, explica Clarissa.
Jovem teve uma parada cardíaca
Paola Felippe de Sena passou mal enquanto se exercitava no início da manhã de quinta-feira. Ela foi levada para o Hospital Celso Ramos e, em seguida, transferida para o Hospital da Unimed, onde veio a óbito. A família acionou a SC Transplantes para a doação dos órgãos.
Conforme uma amiga da família, Paola teve uma parada cardíaca na academia e sofreu um edema cerebral, mas acabou tendo morte encefálica. A jovem era formada em administração e trabalhava como atendente técnica no Conselho Regional de Farmácia.
Os representantes da academia confirmam que a cliente passou mal, prestaram socorro imediato e acionaram o Samu. Também destacaram que cumprem a Lei Estadual 10.361, que trata das normas para o funcionamento das academias, e que a aluna cumpriu as regras propostas pelo empreendimento.
Paola era formada em administração e trabalhava como atendente técnica no Conselho Regional de Farmácia
Arquivo de família/Divulgação/Notisul