Karen Novochadlo
Tubarão
Com certeza, você já deve ter ouvido falar da ração humana. Este produto comercializado especialmente em lojas de produtos naturais tem vários benefícios à saúde, mas deve ser consumido com moderação e dentro de uma dieta balanceada. Caso contrário, em vez de fazer o bem, pode prejudicar o organismo.
A nutricionista Camila Esmeraldino Daniel, 24 anos, de Tubarão, explica que ninguém pode substituir uma refeição principal – almoço e/ou jantar – pela ração humana. “Ela não fornecerá todos os nutrientes que uma pessoa precisa obter”, orienta a nutricionista. No futuro, podem ocorrer deficiências de cálcio, ferro e outros tipos.
A ração pode ser ingerida como um lanche durante a tarde, acompanhada de um iogurte. Camila conta que já orientou pacientes a utilizarem, mas dentro de uma dieta balanceada, com frutas, carnes, feijão, arroz, verduras e legumes.
Um dos benefícios é que é uma fonte rica em vitaminas e minerais. Como possui fibras, pode ajudar a combater os problemas de prisão de ventre. Porém, quando não há a ingestão da quantidade de água necessária ao organismo, de 1,5 a 2 litros de água, o consumo de fibras não ajuda.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) enviou um informe no mês passado pelo qual determina que o termo ração humana não pode ser utilizado na venda desses produtos. Também não podem constar na embalagem alegações de propriedades medicamentosas, terapêuticas e relativas a emagrecimento.
A empresa que desejar comercializar produtos com alegações de propriedades funcionais ou de saúde deve solicitar o registro junto à Anvisa. As companhias que descumprirem as determinações estão sujeitas a pagar multas de até R$ 1,5 milhão.
