Laguna
Os vigilantes que atuam em empresas privadas como agências bancárias, shopping, e outros setores de Tubarão e região tinham deflagrado estado de greve em busca de reajustes salariais. Eles não aceitaram a proposta do sindicato patronal e reivindicavam o INPC+5% de aumento real e o vale-alimentação de R$25,00.
E em assembleia geral do Sindicato dos Vigilantes e Empregados em Empresas de Vigilância e Segurança de Tubarão e Região (Sinver) ontem à noite, os trabalhadores foram informados sobre a decisão da desembargadora Mari Eleda, vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SC).
Ela formalizou o acordo que pôs fim ao dissídio coletivo entre as empresas de transporte de valores e diversos sindicatos que representam os vigilantes.
A categoria terá reajuste salarial de 5,44% (seguindo o INPC de fevereiro) sobre o salário-base, que passa a valer R$ 1.364,00. O vale-alimentação foi reajustado para R$ 19,00 por dia.
Acordo evitou transtorno no saque do FGTS
A negociação no Tribunal começou na última quarta e evitou a paralisação da categoria às vésperas da liberação das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) nas agências da Caixa. Segundo estimativa dos próprios sindicatos, o estado possui atualmente cerca de 23 mil vigilantes. “Uma greve da categoria, neste momento em que o cidadão está acorrendo à Caixa Econômica para sacar o FGTS, seria desastroso”, avalia a desembargadora, que comemorou o resultado da negociação. “O vigilante realiza um trabalho essencial e indispensável e tem de estar a postos. É isso que esperam os milhões de beneficiários do FGTS”, afirma.
Para o presidente do Sinver Serafim Medeiros Aguilera, a classe não conquistou o que esperava. “Infelizmente não temos mais o que fazer, pois os sindicatos da região de Joinville acataram primeiro a decisão do patronal e tivemos que aceitar a proposta com valor menor que reivindicávamos”, relata.