Início Saúde Neurocirurgião guarda parte do crânio no abdômen após AVC pós-parto em Tubarão

Neurocirurgião guarda parte do crânio no abdômen após AVC pós-parto em Tubarão

FOTOS Divulgação, Notisul

Tempo de leitura: 4 minutos

A resposta médica rápida e uma decisão cirúrgica pouco comum foram decisivas para salvar a vida da tubaronense Dani Hermesmeyer, de 38 anos. Ela sofreu um AVC hemorrágico poucas horas após o parto do filho e precisou passar por uma cirurgia de emergência. Durante o procedimento, o neurocirurgião William Nesi optou por guardar um fragmento da calota craniana no abdômen da própria paciente para posterior reconstrução.

O caso ocorreu em Tubarão e chamou a atenção pela complexidade e pelo bom desfecho clínico.

Cirurgia em duas etapas garantiu a recuperação

Segundo o médico, a decisão foi tomada devido ao inchaço intenso do cérebro no momento da cirurgia.

“A Dani reagiu muito bem à cirurgia. Naquele momento, o cérebro estava muito inchado e eu optei por guardar um pedaço da calota dela no abdômen, para usarmos em um segundo momento na reconstrução do crânio”, explicou o neurocirurgião.

A primeira cirurgia foi realizada no início de setembro do ano passado. Já a segunda intervenção, para recolocar a calota craniana em sua posição original, ocorreu em dezembro.

Desde então, Dani segue em tratamento contínuo, com foco na reabilitação motora e cognitiva.

Apoio familiar e acompanhamento profissional

O bebê Pedro, hoje com cinco meses, acompanha a nova rotina da família. Dani conta com o apoio quase integral do marido, Jean Silva, além do acompanhamento de profissionais como fisioterapeuta e neuropsicóloga.

A paciente destacou a forma humana e cuidadosa com que foi tratada durante todo o processo:

“O doutor William realizou minha cirurgia e, com muita clareza e cuidado, me ajudou a entender o AVC que vivi logo depois de parir. Ouvir essa explicação não é apenas informação médica. É acolhimento, segurança e respeito pela minha história”, afirmou.

AVC em pessoas jovens serve de alerta

A idade de Dani é considerada atípica para um AVC, o que acende um alerta.

“AVCs hemorrágicos em pessoas com menos de 40 anos não são frequentes, mas, nos dias de hoje, estão se tornando cada vez mais comuns”, avaliou o neurocirurgião.

O especialista reforça a importância de atenção aos sintomas neurológicos, especialmente em situações de risco, como o período pós-parto.

 Quando procurar ajuda médica

Sinais de alerta para AVC incluem:

  • Dor de cabeça súbita e intensa

  • Perda de força em um lado do corpo

  • Dificuldade para falar ou compreender

  • Alteração da visão

  • Confusão mental repentina

Ao identificar qualquer um desses sintomas, a orientação é buscar atendimento médico imediato.

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