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Novo sistema chega à região

Foto: Socimed/Divulgação/Notisul
Foto: Socimed/Divulgação/Notisul

Tubarão

O stent é um pequeno tubo, geralmente metálico, introduzido por meio da angioplastia em pacientes com obstrução nas artérias do coração, as artérias coronárias. Neste procedimento, o stent bioabsorvível ou suporte vascular bioabsorvível pode, como o nome já diz, ser absorvido pelo corpo. Uma vez implantada nos vasos entupidos, a prótese desobstrui os vasos, normalizando o fluxo sanguíneo e diminuindo o risco de angina ou infartos. Um dos diferenciais do stent bioabsorvível é permitir que a coronária, depois de dois a três anos, volte ao seu estado natural, sem a interferência de um corpo estranho.

Este tipo de stent é autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2014, sendo produzido com um tipo de polímero (plástico) especial. Seis meses após implantado, o stent passa a ser absorvido pelo organismo e, entre dois e três anos desaparece completamente, sendo que de seis a nove meses depois da angioplastia, os vasos não precisam mais de ajuda para se manterem abertos.

A técnica para implantação deste novo recurso é diferente da aplicada nos stents metálicos, exigindo análise com métodos de imagem complementares como o ultrassom intracoronariano. Essa tecnologia só é possível, no sul do estado, no Centro de Hemodinâmica da Socimed, que dispõe de tecnologia de ponta como a encontrada em grandes centros.

Até então, as próteses mais utilizadas são os stents farmacológicos metálicos feitos de aço inoxidável e cuja superfície contém medicamentos anticicatrizantes. Como eles não são absorvidos pelo organismo, permanecem indefinidamente no interior das coronárias. Em Tubarão, o procedimento foi realizado em um homem de 54 anos.

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