
Tubarão
Santa Catarina não registra novos casos de dengue transmitida dentro do estado há pouco mais de 30 dias. A última confirmação foi na semana entre os dias 29 de maio e 4 de junho, de um caso de dengue autóctone. O volume de notificações e de novos casos vem caindo desde a semana entre os dias 28 de fevereiro e 5 de março (Semana Epidemiológica 9), quando Santa Catarina registrou o pico da doença, com 488 novos casos confirmados naquele período.
Agentes especialistas no combate à proliferação do mosquito em Tubarão e região ganharam uma força especial de voluntários e das forças armadas (Marinha e Exército) no mês de fevereiro, no ápice dos casos. Os dados foram divulgados ontem em boletim epidemiológico da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (Dive/SC).
“Apesar da redução substancial do número de notificações e de novos casos, as pessoas não devem se descuidar”, alerta o diretor da Dive/SC, Eduardo Macário. Segundo o especialista, é preciso manter a vigilância sobre a eliminação dos potenciais criadouros do Aedes aegypti, transmissor das três doenças. “A população do mosquito reduz em épocas de baixa temperatura, o que provoca uma falsa sensação de segurança. No entanto, os ovos podem sobreviver até um ano e meio em recipientes secos. Por isso, é fundamental manter a rotina de eliminação de recipientes que possam acumular água”, enfatiza.
O boletim apresenta, ainda, a confirmação do segundo óbito por dengue grave do estado: um paciente de 103 anos, residente em Pinhalzinho, cuja morte foi registrada no dia 27 de abril. Os exames laboratoriais confirmaram o diagnóstico de dengue. O primeiro óbito por dengue foi de um paciente de 37 anos, residente em Chapecó, ocorrido no dia 13 de março. Foi confirmado, também, o segundo caso de Febre Chikungunya, com Guaraciaba, no Oeste, como provável local de infecção; e o sexto de Zika Vírus, também contraído em Guaraciaba.