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Novos registros avaliativos

 

As mudanças na correção das redações do Enem, anunciadas pelo Ministério da Educação, confirmam, oficialmente, a inadequação das notas como registro das avaliações escolares. Aliás, o Enem surgiu, também, para apontar rumo metodológico para o ensino no Brasil, embora o ingresso no curso superior e as trapalhadas, algumas com status de escândalo, continuem eclipsando esta finalidade. 
 
Ao tolerar, no próximo exame, a diferença de 200 pontos – antes era 300 – entre as notas atribuídas por dois corretores, numa mesma redação,  que vale mil pontos, o MEC contribuiu para que se compreendesse que nota de prova não é registro confiável. Não tem o valor absoluto que a ela se atribui.
 
Quantos alunos continuam reprovando porque faltam décimos? Quantas melhorias não são feitas na aprendizagem do aluno e na forma de ensiná-lo porque o professor tem a nota como único registro?
 
Se a diferença ultrapassar 200 pontos, passará para um terceiro corretor e, se persistir, uma banca de três professores será convocada para correção presencial. Mesmo procedimento, se a diferença numa das cinco competências avaliadas na redação (200 pontos cada),  for maior que 80 pontos. 
 
Tal providência é imprescindível também, em matemática, onde professores pesquisados, atribuíram notas de 4 a 10, na mesma prova, que vale 10 pontos, mesmo sabendo que as questões tinham pesos iguais. 
 
As notas são subjetivas, variam de corretor para corretor, muito mais na escola, onde fatores como humor, simpatia ou antipatia com o aluno e preconceito também  interferem na correção e, consequentemente, na nota a ser atribuída. 
 
Se houve mudanças na correção de avaliação classificatória, como no Enem, onde geralmente é o resultado da questão que conta, muito mais precisa, nas diagnósticas, que devem ocorrer o ano todo nas escolas, onde importa, como o aluno chegou a tal resultado.
 
Para que toda avaliação não necessite de dois, três ou banca de corretores, mude-se o registro avaliativo, das notas para anotações das etapas  vencidas e das etapas ainda não  vencidas (do conhecimento e das atitudes), para retrabalhá-las com outras metodologias.
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