Agora, nós, brasileiros, mais especificamente os catarinenses, e o povo americano possuímos algo em comum: o 11 de setembro. As datas podem até não obedecer a uma ordem cronológica, mas os fatos por si só marcam dois grandes eventos. Um provocado por um ato terrorista que veio do céu, onde, aeronaves, tripuladas por lunáticos e criminosos, avançaram contra as torres gêmeas do World Trade Center, ocasionando as mortes de três mil inocentes de maneira muito covarde. O outro também veio do céu, mas não foi enviado e muito menos tripulado por mãos humanas. Mas sim provocado, pela fúria de uma natureza descontrolada e que nesta data (11 de setembro de 2011), na região norte de nosso estado, alguns municípios ainda se encontravam sob um mar de águas, deixando mais uma vez aterrorizados e desabrigados nossos irmãos catarinenses.
E aqui entra a minha indignação. Pois o mais espantoso nesta tragédia é você ainda encontrar pessoas que já haviam passado pela mesma e terrível experiência, que se repete mais uma vez em nosso estado.
Os EUA jamais imaginariam que poderiam sofrer um ataque surpresa e daquela natureza. Após esta invasão ao território americano, a CIA, o poder militar e o pentágono decidiram sair à caça do mais famoso terrorista: Osama Bin Laden. Bilhões de dólares foram gastos e muitos soldados perderam a vida, travando uma guerra contra o terror. Em cadeia nacional, o presidente Barack Obama anuncia ao mundo a morte do terrorista. Afirmam que ele (Osama) está morto, mas o seu corpo não foi mostrado às redes de televisão. Será que ele está morto mesmo? Atualmente, o povo americano está com uma dívida interna do tamanho do seu país. É o preço que deve ser pago para ser uma superpotência.
Muito bem. Vamos deixar os americanos lá com os seus problemas e vamos nos preocupar e tentar resolver os nossos. Pois, aqui no Brasil, também temos os nossos problemas internos. Quais seriam eles? O dinheiro público e os ineficazes administradores políticos. Pois, pelo que eu sei, não temos um Osama Bin Laden para crucificar. Ou temos? Felizmente, não temos um Osama para nos aterrorizar, mas temos o dinheiro público para fiscalizar e que são cobrados pelos altos impostos nas contas de todos nós brasileiros.
E o que estão fazendo com o dinheiro dos nossos impostos? Por que os resultados na educação, saúde, segurança, moradia são muito poucos visíveis? Onde foi parar o dinheiro que foi prometido pelo governo federal às vítimas da grande catástrofe de 2008? Por que o desabafo deste sobrevivente de 11 de setembro de 2011, ao afirmar que os recursos prometidos não chegaram até eles?
É, não temos Osama, mas temos os políticos corruptos que enriquecem com a desgraça alheia, não é verdade? Empresas de fantasmas, que desviam o dinheiro público de modo fraudulento. Visitando e vistoriando o estado e, atualmente, como ministra, a representante do governo federal libera verbas para reconstruir os municípios que obtiveram altos prejuízos com a inundação pelas águas. Chegará, realmente, este dinheiro ao seu destino? Temos a certeza que ele não será interceptado por mãos egoístas ou por outra grande enxurrada política?
Pode este povo heróico dormir em paz? Mesmo que seja nas barracas de campanha ou em abrigos ou em casas de amigos, sabendo que desta vez as coisas serão levadas mais a sério pelo governantes? Quem sabe, ainda, daria para fazer uma boa limpeza no rio Itajai-Açú. Ou, quem sabe, daria para comprar um grande terreno com uma boa localização para os desabrigados, para que no futuro não venhamos a ter mais prejuízo como este. E digo mais, poderíamos ainda usá-lo para medidas preventivas no combate à criminalidade.
Estamos pensando que teremos a mesma sorte dos americanos para comemorar os dez anos da destruição das Torres Gêmeas. Portanto, devemos lembrar que em uma pequena e larga escala de tempo a mãe natureza já nos pegou desprevenidos. Assim como pega sempre o bando de macacos boca preta daquela história lembram? Que não venhamos, a ignorar os avisos da natureza, porque quem já mandou um, dois, ou mais avisos, com certeza mandará outros. E depois, para onde correrão os desabrigados? Ou, quem sabe, possa ter alguém comemorando?
