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O que precisa para o local funcionar?

Karen Novochadlo
Tubarão

No que depender dos funcionários da vigilância epidemiológica da prefeitura de Tubarão, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), construído ao lado do cemitério Horto da Saudade, no bairro Monte Castelo, começará a funcionar em outubro. Toda a estrutura física deverá ser entregue em até 45 dias.
Mas a efetiva abertura do espaço depende de uma série de questões ainda a serem implementadas. Conforme o diretor de vigilância e saúde da prefeitura, Carlos Alexandre Neves, em 20 dias será entregue ao Ministério Público um levantamento de tudo que será necessário para abrir o CCZ.

Na lista está o necessário para estrutura o espaço, como equipamentos, recursos humanos, veículos e as licenças ambientais, que a prefeitura ainda não tem. Hoje, cinco pessoas trabalham no CCZ. Mas para que todos os novos setores funcionem, mais seis funcionários serão contratados, entre os quais mais uma veterinária.

Além disso, é preciso criar um projeto de lei, onde ficará especificado o funcionamento do CCZ, entre outras questões de legislação. Para completar, ainda é necessário fazer o levantamento financeiro de quanto o município terá que dispensar mensalmente para o funcionamento do local.
Ainda: é preciso efetuar uma série de licitações para compra de material e equipamentos. Caso não haja imprevistos, é possível que o CCZ abra em outubro. Do contrário, o prazo poderá estender-se ainda mais.

Andamento das obras

O prazo de construção do Centro de Controle de Zoonoses de Tubarão, no bairro Monte Castelo, foi prorrogado. A ordem de serviço à empresa Madecril, de Capivari de Baixo, foi assinada em fevereiro deste ano. Mas a chuva atrapalhou o andamento dos serviços. A obra foi licitada por R$ 291.094,11.
Atualmente, os trabalhos estão concentrados na finalização da estrebaria. Falta construir os conchos e terminar a cerca. O centro administrativo do CCZ também começou. As paredes do prédio, que terá área de 170 metros quadrados, já foram erguidas e as lajes colocadas.

O prédio abrigará toda a infraestrutura para o funcionamento do CCZ: sala de eutanásia e de esterilização, despensa, três baias para recuperação, um centro pós-operatório, banheiros e cozinha para os funcionários, lavanderia e farmácia, além de outras salas de apoio.
O segundo canil que haverá no lugar também já começou a ser feito e deve estar pronto até o fim deste mês. No terreno onde será instalado o gatio, já foi realizada a terraplenagem e a edificação da estrutura deve iniciar nos próximos dias.

Funcionamento do local é discutido

Não bastam apenas as obras do Centro de Controle de Zoonoses de Tubarão ficarem prontas para o local funcionar. O espaço também não pode ser visto como um depósito de animais abandonados.
O centro servirá como um abrigo provisório para animais que vivem na rua. Especialmente os doentes, que se transformam em vetores de várias enfermidade que podem acometer também o ser humano, como a tuberculose e a raiva, por exemplo.

O município ainda não definiu como será o exato funcionamento do CCZ. Uma coisa é certa: o local não será um asilo de cachorros, gatos e cavalos. Até porque isto inviabilizaria o funcionamento do centro.
A ideia mais aceita por enquanto é fazer o castramento de cada bicho que for recolhido pelo CCZ. Depois de esterelizado e bem alimentado para ficar bonitão, o animal será disponibilizado para adoção.
Mas se o seu charme não for suficiente para conquistar uma família humana, ele será novamente solto. Não há como CCZ cuidar de um cachorro por 15, 18 anos.
A prefeitura também estuda a possibilidade de realizar um convênio com municípios vizinhos, como Capivari de Baixo, para usufruírem do espaço e também ajudarem na manutenção do CCZ.

Cães são abandonados no local

Hoje, o Centro de Controle de Zoonoses de Tubarão conta com nove baias para cães. O espaço abriga cerca de 50 animais que pertenciam a uma cuidadora e foram retirados por ordem judicial.
Não há condições de recolher mais cães por enquanto. Apesar disso, muitas pessoas aproveitam a escuridão da noite para abandonar cachorros, especialmente filhotes, no local. Segundo os funcionários do CCZ, a prática tem se tornado bastante comum.
 

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