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O valor da solidariedade

Empresas Dada Terraplanagem  e Terraplanagem Farias cederam os equipamentos. Prefeituras de Santa Rosa de Lima, Rio Fortuna, Grão Pará, São Ludgero e Braço do Norte contribuíram com a mão-de-obra. -  Fotos:Maria Celir Tenfen/HST/Divulgação/Notisul
Empresas Dada Terraplanagem e Terraplanagem Farias cederam os equipamentos. Prefeituras de Santa Rosa de Lima, Rio Fortuna, Grão Pará, São Ludgero e Braço do Norte contribuíram com a mão-de-obra. - Fotos:Maria Celir Tenfen/HST/Divulgação/Notisul

Zahyra Mattar
Braço do Norte

 
No que depender da comunidade do Vale, o Hospital Regional sai do papel antes do esperado. Empresas, trabalhadores. Todos estão unidos e mais do que empenhados em ajudar como podem na concretização desta obra de suma importância para atender a demanda.
 
E um detalhe: todos atuam de forma voluntária. As empresas cedem as máquinas. Os trabalhadores recuaram-se a receber horas extras. Querem ajudar. Deixar na terra impressa a sua solidariedade.
 
“Não desembolsamos um real na terraplanagem. Neste fim de semana, se não chover, mais um mutirão será realizado. Não existem palavras para agradecer a solidariedade”, valoriza a administradora do hospital, Maria Celir Tenfen, a Zê.
 
Se tudo der certo, nas próximas semanas a terraplanagem já estará pronta. O próximo passo é o estaqueamento do novo prédio. A primeira das seis parcelas do convênio firmado com o estado, no valor de R$ 200 mil (é um total de R$ 1,2 milhão), já está depositada.
 
“Acreditamos que ainda neste mês conseguiremos começar o estaqueamento”, vibra Zê. As obras iniciaram no dia 23 de fevereiro deste ano. O HST tem cerca de R$ 1 milhão reservado para começar a construção do prédio propriamente dito.
Este dinheiro inicialmente seria aplicado na terraplanagem da área. Como não houve necessidade até agora, será reaplicado no próxima etapa.
 
Obra está orçada em R$ 28,8 milhões
O Hospital Regional do Vale é construído em um terreno de dois hectares, próximo à SC-438, no bairro Rio Bonito. A obra é avaliada em R$ 28,8 milhões. Somente para a primeira etapa, são necessários R$ 15 milhões. Com esta fase completa, a atual estrutura do HST – hoje no Centro – poderá ser transferida para a nova unidade.
Assim, será possível efetuar a venda do prédio antigo (avaliado em R$ 5 milhões). O dinheiro será aplicado no início da segunda etapa. O restante – algo em torno de R$ 8,8 milhões – será buscado junto a outras esferas.
 
A nova estrutura do hospital regional
O Hospital Regional Santa Teresinha terá um pronto socorro (para urgências e emergências), centro cirúrgico com quatro salas, centro obstétrico com quatro salas, UTI adulto com 11 leitos, um centro clínico com dez consultórios, unidade psiquiátrica com 26 leitos, centro de diagnósticos (raios-x, tomografia, endoscopia e ultrassom), além de 123 leitos para internação.
Hoje, a instituição atende três mil pessoas por mês. Com a nova sede, mais de 150 mil pessoas poderão contar com os serviços, principalmente em especialidades de média complexidade, além de desafogar a emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão.
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