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Direita, esquerda, ismos e afins
Muitos leitores vivem com dúvidas na hora de conceituar as correntes políticas que dividem o país. O discurso entre as pessoas costuma ser confuso quando o assunto é direita/bolsonarismo versus esquerda/lulismo (leia-se PT). Pesquisando mais a fundo alguns artigos e assistindo a entrevistas, chega-se a um entendimento simples de conceitos que são muito interessantes.
A direita e o bolsonarismo são conceitos relacionados, mas não são a mesma coisa. A direita é uma corrente política ampla que, de modo geral, defende valores como a liberdade econômica, a redução da intervenção do Estado na economia e, em muitos casos, o conservadorismo nos costumes.
A força de Jair
Já o bolsonarismo é um movimento político que surgiu em torno da liderança de Jair Bolsonaro. Além das pautas tradicionais da direita, o bolsonarismo incorporou características muito próprias: uma forte crítica à esquerda e ao Partido dos Trabalhadores, além de uma intensa presença nas redes sociais e grande mobilização popular. Porém, nem toda pessoa de direita é bolsonarista — e vice-versa.
É pra confundir mesmo
Concluindo, poderíamos afirmar que nem todo bolsonarista é de direita por convicção ideológica pura (mas flerta com ela), e nem todos de direita são bolsonaristas (embora flertem com o movimento). A direita organizada tem outras opções bem longe do bolsonarismo.
Lulismo e esquerda
Da mesma forma, o lulismo está associado à liderança carismática e ao estilo político de Luiz Inácio Lula da Silva. Já o petismo está diretamente ligado ao projeto político e ideológico do Partido dos Trabalhadores (PT) — leia-se, em tese, a esquerda.
Exemplo prático
Muitos brasileiros votaram em Lula ao longo dos anos sem jamais se considerarem petistas ou de esquerda; esses eleitores podem ser classificados puramente como lulistas. Já quem apoia o PT como instituição partidária, independentemente de quem seja o candidato da vez, tende a ser considerado petista e de esquerda.
Conclusão
Por isso, costuma-se dizer que o lulismo é um fenômeno político mais amplo que o petismo, pois ultrapassa as fronteiras do próprio partido e se apoia fortemente na popularidade pessoal de Lula. Tanto é que o próprio Lula já cansa de dizer que não é de esquerda, preferindo caminhar pelo “caminho do meio”. Acredite se quiser.
O balaio de siri do Banco Master

É muito séria a notícia de que Davi Alcolumbre (União Brasil), presidente do Senado Federal, teria recebido R$ 150 milhões de Daniel Vorcaro. Sinceramente, pensei que fossem 400 milhões. Agora a casa caiu no Senado, mas a evolução para um possível impeachment de Alcolumbre ainda caminha a passos lentos. O balaio começou a abrir agora e a bola da vez chegou com força ao meio político. Jaques Wagner (PT) que o diga. É ou não é um verdadeiro saco de siri?
Personagem do Master
Escândalos vêm e vão; o Brasil parece precisar deles para fazer a roda política girar. Na atualidade, testemunhamos o maior escândalo financeiro do país desde 1.500, quando o pau-brasil ainda era a moeda corrente. Mas tudo passa rápido por aqui, senão vejamos.
Vorcaro em baixa
O caso Master já atingiu o Judiciário, o meio político e vários partidos. Sem uma CPI para incendiar os jornais, a cada semana esquecemos os protagonistas iniciais e passamos a focar nos novos atores. Vorcaro está tão em baixa que até a sua delação premiada foi dispensada pela Polícia Federal — não vale mais nada. Em breve, ninguém mais lembrará como tudo começou. É o preço do poder.
STF e as eleições das câmaras municipais
O tempo passa e as melancias de um governo vão se acomodando na caçamba do mandato. Recentemente, o STF reafirmou o entendimento de que as eleições das mesas diretoras das casas legislativas para o segundo biênio da legislatura devem acontecer a partir de outubro do ano anterior ao início deste período. Jamais no dia da posse, como lamentavelmente aconteceu em Tubarão. É sinal de terremoto pela frente.
De olho aberto
Por aqui, o PL e o PSD resolveram dividir os quatro anos de presidência da Câmara: Felippe Tessmann (PL) no primeiro ano e Éverson Martins (PSD) no segundo. Para o próximo biênio, estão eleitos Rafael Tchê (PSD) e João Zaboti (PL).
Porém, segundo o novo entendimento legal, será necessário realizar uma nova eleição para a próxima formação. É aí que as rusgas internas podem fazer a base do governo rever o que já parecia decidido.
Não é especulação, é fato!
Talvez alguém pense que isso é mera especulação. Ledo engano. É o cenário real do que se desenha. A base do governo pode até tentar manter o que foi acordado no início de 2025, já que detém a maioria na casa legislativa.
Contudo, articulações de todos os lados — principalmente no silêncio dos bastidores — devem acontecer, e as melancias vão começar a se mover novamente. Vamos esperar até outubro para ver. Há tremores à vista nos legislativos municipais.
Movimentações partidárias e eleições gerais
Antídio e o Senado
O deputado estadual Antídio Lunelli (MDB) finalmente conseguiu realizar seu sonho dentro da sigla. Desde o último pleito, Lunelli tentou por várias vezes cravar seu espaço na chapa majoritária do partido, colocando seu nome à disposição para concorrer ao governo do Estado, a vice ou ao Senado em 2022. Na época, não aconteceu.
Agora vai, Antídio
Agora, numa nova composição partidária para esta eleição junto à chapa de João Rodrigues (PSD), surgiu o convite para que o deputado represente o MDB como candidato ao Senado. O parlamentar, que estava quase pegando a direção oposta como dissidente para apoiar o governador Jorginho Mello (PL), aceitou o convite e encorpou o projeto de João Rodrigues, onde o MDB já garante a vaga de vice. Antídio saltou do quase esquecimento para uma posição de absoluto destaque. Como dizem os mais velhos: a política é dinâmica e os políticos mudam de posição sem precisar explicar nada a ninguém.
Jorginho na região
O governador Jorginho Mello (PL), candidato à reeleição, tem feito entregas em várias regiões do estado. Mais uma vez, passou pela Amurel — precisamente na cidade de São Ludgero — para inaugurar obras. Politicamente falando, Jorginho ainda não apresentou sua chapa completa, pois falta a indicação dos suplentes ao Senado. Por enquanto, ele apenas entrega ações nas cidades; a partir de julho, deverá focar exclusivamente na campanha direta para o pleito de outubro, deixando de lado as fitas inaugurais.
Braço do Norte abraça Jorge e Joma
Mais de 100 pessoas se reuniram na última quinta-feira junto ao prefeito Laurinho (MDB) em um grande encontro. O funcionalismo e o próprio prefeito declararam em alto e bom som que Jorge Koch e Joma são os candidatos oficiais do partido em Braço do Norte. Jorge Koch, nascido na cidade das molduras e do agronegócio, é pré-candidato a deputado estadual, e João Marcelo (Joma) é pré-candidato a deputado federal.
Volney Weber de corpo e alma
O mérito desses encontros do MDB em todo o Sul, alavancando os nomes de Jorge Koch e João Marcelo, é, sem dúvida alguma, do deputado Volney Weber (MDB). Ele adotou esses dois pré-candidatos de corpo, alma e compromisso. O resultado na Amurel virá com força, uma vez que o deputado Volney deixa a Assembleia Legislativa em um ponto altíssimo de sua trajetória.
O roteiro de João Rodrigues e os bastidores de Tubarão
Comitiva de João Rodrigues na Amurel
Finalmente, a chapa majoritária de João Rodrigues (PSD) cumpre agenda na Amurel. O roteiro iniciou em Laguna, onde o candidato concedeu entrevista à Rádio Difusora e, logo depois, foi recebido com um almoço por apoiadores na Cidade Juliana.
Agenda de João na Amurel
João Rodrigues e sua equipe seguem em ritmo intenso por Tubarão e região. Eles visitam rádios locais, participam de almoços com partidos aliados da coligação e visitam a UniTV para gravações e entrevistas.
Beto Kuerten e João Rodrigues
Na sexta-feira, a comitiva vai a Braço do Norte para um encontro regional organizado pelo pré-candidato a deputado estadual Beto Kuerten (PSD), que promete lotar o recinto. Betinho tem acompanhado João em todos os momentos nesta passagem pelo Sul.
Sábado na Tubá
Já no sábado pela manhã, João participa do programa Entrevista Tubá, comandado por este colunista. Para encerrar a agenda na Amurel, a comitiva participa de um grande ato político do MDB no complexo esportivo do vereador Maduro (MDB). Serão quatro dias de agenda intensa e milimetricamente organizada.
Gestão municipal e fogo no parquinho dos partidos
Entregas na PMT
O prefeito Estener Sorato (PL) e o vice Denis Matiola (PSD) não cansam de fazer entregas em todos os setores: social, Defesa Civil, infraestrutura e demais secretarias. Omitir essas conquistas em apenas um ano e meio de gestão é não querer enxergar a cidade com olhos de justiça.
Novo tempo
Só para a área social, o prefeito repassou cerca de R$ 815 mil para várias entidades via FIA. Para a infraestrutura, uma máquina anfíbia (foto) foi entregue visando mitigar os efeitos do super El Niño anunciado; o equipamento será fundamental para a limpeza de rios e valas. A doação foi um aceno do governador Jorginho Mello (PL) à cidade de Tubarão. Negar esse desempenho é negar o óbvio.
Bum no Novo!
O partido Novo implodiu em Santa Catarina. O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, foi desconvidado de um encontro partidário que será realizado no estado no início de julho. Segundo o diretório estadual da legenda, a decisão ocorreu após forte articulação entre lideranças e pré-candidatos locais. O episódio é reflexo direto dos atritos entre Zema e setores ligados aos apoiadores da família Bolsonaro.
O tiro de Júlia Zanatta no Novo
Júlia Zanatta, deputada federal do PL, detonou Zema publicamente, e os respingos dessas críticas já chegam à Casa d’Agronômica. Júlia falou grosso e mandou o mineiro calar a boca. Rápida no gatilho e integrante do núcleo duro do bolsonarismo, a deputada já se movimenta nos bastidores como possível vice ou advogada de Flávio Bolsonaro, de quem é amiga íntima.
Falando alto ou é ciúme mesmo?
A deputada estadual Ana Campagnolo (PL) alfinetou, dizendo que essa história de Júlia Zanatta ser vice de Flávio não passa de “fogo de palha” para dar um up na campanha da colega. Sinceramente, entendo que Júlia não precisa desse artifício para se reeleger; ela tem base forte em todo o estado. Será que o fantasma do ciúme também ronda os gabinetes do PL?
Lú volta à política
Lu Tokarski é a nova presidente do Republicanos em Tubarão. Com a posse, ela assume a missão de consolidar o apoio ao pré-candidato Expedito Michels para deputado estadual, única candidatura da Amurel pela sigla. O Republicanos inicia a caminhada em Tubarão com seriedade e experiência de sobra.
Expedito Michels Oficial
A pré-candidatura do professor Expedito Michels (Republicanos) a deputado estadual agora é para valer. Único nome da Amurel pelo Republicanos, o projeto foi oficializado em um grande encontro do partido em Tubarão. Claro que a consolidação depende da homologação na convenção partidária, que ocorre até 4 de agosto, mas Expedito já desponta como um nome respeitado pelo eleitorado local, sobretudo por sua trajetória empreendedora.
Cesar Damiani na estrada
O pré-candidato a estadual pelo Novo, Cesar Damiani, conquista novas adesões a cada dia. Damiani garantiu o apoio do ex-presidente da ACIT, Jean de Bom, e agora traz também o professor de educação física André Salvalaggio (C) para encorpar a nominata do Novo e dar fôlego extra à sua caminhada.
O sonho do Partido Missão
Liderado por Renan Santos, o partido Missão aposta que este ano repetirá a onda do “Vem pra Rua” de 2018 (e não a onda de Jair, como os bolsonaristas insistem em dizer). Em contato frequente com a liderança nacional, o grupo jura que vai vencer as eleições e que Ronaldo Caiado dará o suporte necessário. Estão sonhando alto, lembrando figuras folclóricas como Enéas, Padre Kelmon e Cabo Daciolo. Mas uma coisa é certa: trabalho e discurso não vão faltar ao Missão nesta jornada.