Diagnóstico eleitoral
A eleição de 2026 em Santa Catarina promete ser uma das mais disputadas e intensas da história recente do Estado. A pré-eleição já movimenta os bastidores; imagine, então, quando o período eleitoral oficial começar, no dia 16 de agosto.
Por ora, o diálogo prevalece, mas, durante a campanha, a disputa será acirrada. Os indícios sugerem que as individualidades prevalecerão e ninguém poupará esforços — ou ataques — contra os adversários. Aguardem!
Os novos pedem passagem
Muito além da troca de cargos, que já está ocorrendo, o cenário revela uma verdadeira batalha de projetos políticos, ideológicos e regionais. Lideranças tradicionais lutam para manter seus espaços, enquanto novos nomes buscam o protagonismo perante um eleitorado cada vez mais exigente e polarizado.
Briga de gigantes
De um lado, grupos alinhados à direita apostam na força conservadora que marcou os últimos pleitos catarinenses. De outro, setores moderados e progressistas tentam reconstruir seu espaço político, defendendo pautas sociais, econômicas e institucionais.
Nesse ambiente, alianças improváveis começam a surgir: partidos reorganizam estratégias e antigos adversários podem se tornar aliados momentâneos em nome da sobrevivência eleitoral. Que o digam o Progressistas (PP) e o MDB.
Jogo duro
A disputa também envolve as duas vagas para o Senado, além das cadeiras na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa, transformando 2026 em um grande tabuleiro de influência e poder.
Nomes experientes utilizam suas trajetórias como credenciais, enquanto lideranças novas — ou ainda desconhecidas — apostam nas redes sociais, na comunicação direta e no desgaste da “velha política” para conquistar espaço.
A decisão será do eleitor
O momento atual deixa claro que Santa Catarina vive uma encruzilhada decisiva. Escolher entre a continuidade, a renovação ou uma composição de ambos os caminhos é prerrogativa exclusiva do cidadão. É fundamental que o eleitor tenha plena consciência desse poder.
Mais do que uma simples eleição, 2026 definirá os rumos políticos e econômicos do estado e do país pelos próximos anos. Como em toda grande disputa, o veredito final ocorrerá nas urnas, no dia 4 de outubro.
Duas vagas ao Senado
Vale relembrar que, nesta eleição, o eleitor poderá votar em até dois senadores. Cabe a ele definir como distribuir seus votos. Na urna eletrônica, aparecerão dois campos distintos para o cargo.
Diferente do que ocorre para Presidente da República, Deputado Federal e Deputado Estadual — cargos para os quais só é possível escolher um único número —, o Senado permite essa escolha dupla.
Bomba Vorcaro
Nitroglicerina pura! Áudio publicado com exclusividade pelo The Intercept Brasil e confirmado por diversos veículos mostra Flávio Bolsonaro (PL) cobrando de Daniel Vorcaro, do Banco Master, o pagamento de um contrato no valor restante de R$ 134 milhões (dos quais R$ 61 milhões já haviam sido quitados). Para onde foi todo esse montante? É importante notar que o episódio ocorreu em 2025, mas só vazou agora.
Sem dúvida, este é o principal assunto do mundo político brasileiro desde ontem, e deve dominar as discussões pelas próximas semanas.
Explica, mas ficou complicado
Segundo Flávio, a cobrança referia-se ao patrocínio de Vorcaro ao filme que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Até aí, nada de ilegal, desde que tudo seja devidamente esclarecido. No entanto, a tentativa de explicação do senador na GloboNews, na última quinta-feira, acabou gerando ainda mais confusão. O caso ainda terá muitos desdobramentos.
O senador manifestou-se nas redes sociais alegando não haver ilegalidade por se tratar de recursos privados e chegou a pedir a instalação de uma CPI sobre o Banco Master. Contudo, há um entrave: o STF, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil) e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), não demonstram interesse na investigação. Ao que tudo indica, o caso pode esfriar por falta de vontade política generalizada.
Eleitor fiel
O “Caso Master” não parece atingir o eleitor bolsonarista cristalizado, mas pode influenciar o voto independente — fator crucial, lembrando que a diferença no segundo turno de 2022 – entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL) foi de apenas 1%.
A mancada de Zema
O pré-candidato do NOVO à Presidência, Romeu Zema, reagiu de forma intempestiva. Menos de uma hora após a divulgação do áudio, publicou um vídeo criticando Flávio Bolsonaro e fazendo uma defesa velada do PT. A fala confundiu sua base, afastou possíveis alianças e irritou profundamente a direita. O reflexo chegou a Santa Catarina, onde o NOVO ocupa a vice-governadoria na chapa de Jorginho Mello (PL).
Reflexo em SC
Eduardo e Carlos Bolsonaro (PL) repudiaram a atitude de Zema imediatamente. A deputada federal Julia Zanatta (PL) foi ainda mais incisiva, detonando a aliança entre PL e NOVO no Estado. Em uma transmissão ao vivo, Julia afirmou que, se dependesse dela, a coligação seria desfeita após a fala desastrosa do ex-governador mineiro.
Expedito consolidado

Expedito Michels (Republicanos), presidente da Univinte/Fucap, trabalha intensamente para consolidar seu nome na disputa para Deputado Estadual pela região da Amurel. Com uma agenda repleta de visitas a empresas e reuniões diárias, ele não tem perdido tempo.
Para o cargo de Deputado Federal, Expedito está em vias de fechar acordos com Jorge Goethe e Geovania de Sá. Para ele, o jogo já começou.
O Sul esquecido
Zema desembarca em Santa Catarina neste domingo, mas não passará pelo Sul. Isso reforça a percepção de que a região é, muitas vezes, preterida nestas eleições. As exceções são o governador Jorginho Mello, que cumpre agendas de entregas e articulação política na região, e João Rodrigues (PSD), ex-prefeito de Chapecó e pré-candidato ao governo, que visitou o Sul na semana passada, deixando a Amurel para uma próxima oportunidade.
João na bronca
Após Flávio Bolsonaro declarar que o governador Jorginho Mello é o único candidato da direita em Santa Catarina, João Rodrigues não se calou. O prefeito foi ao ataque em suas redes sociais, contestando a fala de Flávio concedida à jornalista Maga Stapassoli no último sábado.
Senador na Tubá
No último sábado, entrevistei o senador Esperidião Amin (PP) na rádio Tubá. Em duas horas de conversa, Amin foi enfático ao criticar o STF e o Congresso Nacional.
Ele mencionou o presidente de seu partido, Ciro Nogueira (PP), em relação ao caso do Banco Master e, embora não tenha atacado diretamente o governador Jorginho, mandou um recado duro aos correligionários que apoiam a reeleição do atual gestor. O recado foi direcionado, inclusive, ao deputado Pepê Colaço (PP), que não compareceu ao programa por estar em Florianópolis acompanhando a visita de Flávio Bolsonaro.
Por outro lado, vereadores do Progressistas local se manifestaram e o vereador Maurício Silva esteve presente ao vivo. Foi uma participação robusta do senador, que veio à cidade exclusivamente para a entrevista.
Volnei e Amin alinham estratégias para o Senado
No último sábado (09/05), o cenário político catarinense teve um capítulo importante em São Ludgero. O deputado estadual Volnei Weber (MDB) recebeu em sua residência o senador Esperidião Amin para um café que uniu descontração familiar e articulação estratégica.
Acompanhado de toda a família de Weber — incluindo esposa, filhos, netos e pais —, Amin debateu o panorama das eleições deste ano. O ponto central da conversa foi o movimento que ganha força no Estado: a indicação de Volnei Weber para compor a chapa de Amin como suplente ao Senado.
Consolidando seu novo rumo político, Weber confirmou que não buscará a reeleição para a Assembleia Legislativa, declarando apoio oficial ao pré-candidato Delegado Jorge Koch como seu sucessor na região.
O racha no Progressistas
Jorginho Mello (PL) aprofundou o racha no Progressistas. Leodegar Tiscoski (PL) assumiu uma secretaria no governo estadual com o aval dos deputados Pepê Colaço e Zé Milton. O senador Amin terá um cenário complexo para resolver na convenção partidária, especialmente porque o grupo dissidente demonstra interesse em manter o controle do “CNPJ” da sigla.
A FORÇA DO SUL
A acolhida em Cocal do Sul foi calorosa, reunindo as principais lideranças do projeto. O grupo demonstra confiança no trabalho de Dr. Jorge Koch e Joma. O MDB está plenamente mobilizado para este pleito, mantendo uma agenda intensa e diária pelas cidades do Sul catarinense.