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Obra pode não sair do papel

Enquanto isso a obra não sai do papel, a estrutura de madeira continua do jeito que está: insegura, deteriorada...
Enquanto isso a obra não sai do papel, a estrutura de madeira continua do jeito que está: insegura, deteriorada...

 

Priscila Loch
Jaguaruna

Apesar do prefeito de Jaguaruna, Inimar Felisbino Duarte (PMDB), ter garantido há cerca de três semanas que a readequação do projeto da ponte de Congonhas, na divisa com Tubarão, estava pronta, a empresa Souza e Esmeraldino, vencedora da licitação, ainda não teve acesso ao documento. Desta forma, o início da obra – ou pelo menos o cronograma – segue indefinido.

Nesse meio tempo, a diretoria da empresa até foi contatada pela administração de Jaguaruna, mas nada pode ser organizado antes da análise do projeto. Isso porque, como a travessia será maior que o previsto, demandará de mais materiais e, provavelmente, mais recursos.

Se um simples projeto tem custado tanto a sair do papel, imagina se ficar mais caro. Até junho, a obra estava orçada em R$ 744.591,80 – R$ 600 mil do governo estadual e R$ 92.704,10 de cada prefeitura. O secretário de desenvolvimento regional em Tubarão, Haroldo Silva, o Dura (PSDB), já avisou que o estado não dará aditivos.

A modificação do projeto foi necessária porque a extensão da ponte foi ampliada de 45 para 60 metros. Essa solicitação foi feita há mais de quatro meses. O primeiro engenheiro terceirizado não entregou no prazo, que chegou a ser revogado algumas vezes. A partir de indicação da equipe da Amurel, um outro profissional foi contratado no mês passado.

O serviço de readequação custou cerca de R$ 3,5 mil e agora será preciso analisar como as mudanças feitas refletirão na obra propriamente dita. Caso a construção da travessia de concreto tivesse começado logo após a ordem de serviço, em maio, poderia estar pronta até o fim do próximo mês ou, mais tardar, em janeiro de 2013.

Precariedade
A construção de uma passagem de concreto na divisa dos bairros Congonhas e Jabuticabeira, em Tubarão e Jaguaruna, respectivamente, é reivindicada desde 2006. A estrutura de madeira gera insegurança nos usuários. Inclusive, chegou a ser interditada pelo lado da Cidade Azul duas vezes, com base em um laudo técnico que confirmava a precariedade.
Como a maioria não cumpriu a determinação e continuava a trafegar pela perigosa ponte, em fevereiro deste ano alguém ateou fogo e cerca de 25% ficou destruída. Mesmo assim, pedestres, motociclistas e ciclistas ainda atravessavam.
Dias depois ao ato de vandalismo, o trânsito foi novamente liberado para veículos pequenos. Isso porque a ponte passou por uma pequena reforma, onde foram colocadas novas vigas, estacas, corredeira e corrimãos.

A readequação do projeto

A nova ponte de Congonhas, na divisa de Tubarão com Jaguaruna, será de concreto e terá 60 metros de extensão e oito metros de largura, duas pistas de rolamento e passagem para pedestres. Como o projeto inicial previa apenas 45 metros de comprimento, foi preciso readequá-lo, e não tinha como começar a obra sem as novas diretrizes.

A profundidade também é maior do que o projeto previa. As estacas só serão fincadas com segurança a mais de 34 metros abaixo d’água, valor além do estimado (menos de 30 metros). A travessia de concreto será construída ao lado da estrutura de madeira (do lado esquerdo de quem segue de Tubarão para Jaguaruna). Como a ponte será mais extensa que o previsto, provavelmente será necessário pedir um aditivo financeiro, que deve ser bancado pelas administrações municipais.

Mesmo com o protesto da comunidade, o início dos trabalhos não começaram.

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