
Priscila Loch
Braço do Norte
Os plantões no Hospital Santa Teresinha, em Braço do Norte, estão ameaçados. O pagamento do último salário dos mais de dez médicos plantonistas, que fica em torno de R$ 60 mil ao mês, está atrasado. Cada hora de plantão, por médico, custa R$ 80,00 à instituição.
Por enquanto, o serviço funciona normalmente, mas a direção busca uma alternativa para não precisar tomar nenhuma medida drástica e a população saia prejudicada. Uma reunião deve ocorrer hoje para discutir mais uma vez a situação.
Um dos motivos dessa falta de dinheiro é o não de repasse por parte de municípios conveniados. Neste sábado, confirma o presidente do HST, Arley Felipe, vence a segunda parcela atrasada da prefeitura de Braço do Norte, um total de R$ 50 mil (a mensalidade é de R$ 25 mil). Grão-Pará deve de quatro a cinco meses, mas Arley não soube precisar o valor – é bem mais baixo que o da Capital da Moldura, já que é proporcional ao número populacional.
O presidente pede que os moradores da região também façam a sua parte e ajudem o hospital a afastar a crise. “Todos precisam ter consciência de que devem procurar o atendimento de emergência só se for emergência. Nos outros casos, devem dirigir-se aos postos”, orienta.
Arley acredita que esta crise seja passageira, já que praticamente todos os municípios enfrentam dificuldades financeiras na reta final dos mandados de alguns prefeitos, que obrigatoriamente precisam entregar as administrações sem dívidas. “Tenho certeza que é questão momentânea e no começo do próximo ano estará tudo normalizado de novo”, estima.