Até abril 2019, o engenheiro civil Douglas Antunes é o presidente do Observatório Social em Tubarão. Ele assumiu o mandato em abril do ano passado, mas está no grupo desde a sua fundação, em 2012. Nasceu em São Paulo e aos 20 anos mudou-se para Tubarão, onde parte de sua família já morava.
Antunes diz que houve uma fase em que a atuação do Observatório Social esteve mais discreta, porém, voltou com mais força em 2016, com a campanha pela redução do duodécimo repassado à Câmara de Vereadores de Tubarão. O presidente afirma ainda que a meta do grupo é conseguir o custeio para manter uma equipe permanente trabalhando para o Observatório. Em Criciúma, por exemplo, o órgão tem receita mensal de R$ 16 mil; em Blumenau, a receita é de R$ 19 mil. Já em Tubarão, no entanto, todo o trabalho é voluntário: são os próprios membros do Observatório que arcam com as despesas.
A entidade trabalha hoje com um tripé de ações. O primeiro é manter um controle social sobre as compras públicas, o outro é fazer com as micro e pequenas empresas tenham maior acesso aos editais do município e, por último, levar a educação fiscal a todos os públicos, fazendo com que os cidadãos compreendam como a máquina pública funciona.
O Observatório tem 50 voluntários, dos quais 12 estão mais envolvidos com a articulação. Eles mantém contato permanente pelo WhatsApp e se reúnem uma vez por mês. Uma de suas metas é promover maior controle social sobre as obras públicas.
