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Os desafios da obra

A meta do consórcio, confirma o ngenheiro Maury Maiconi Morales, da Construbase, é finalizar a execução do projeto até o dia 31 de maio de 2015
A meta do consórcio, confirma o ngenheiro Maury Maiconi Morales, da Construbase, é finalizar a execução do projeto até o dia 31 de maio de 2015

Laguna

A construção da nova travessia do Canal de Laranjeiras, na BR-101, em Laguna, é uma das obras mais bonitas da rodovia. A nova passagem, batizada de ponte Anita Garibaldi, terá 2.626 metros de extensão, será suspensa por cabos e foi licitada por R$ 597.190.345,20. A execução do projeto leva a assinatura do consórcio Camargo Corrêa/M. Martins/Construbase.

 
Mas a edificação da imensa estrutura sobre as águas da Lagoa Santo Antônio é um desafio do ponto de vista da engenharia. As dificuldades de uma obra desta envergadura pautaram a Semana Acadêmica de do curso de Engenharia Civil da Unisul, de Tubarão.
 
“Construir a ponte é o mais fácil. O difícil é preparar o ‘molho’ para o início da obra”, assinala o engenheiro Maury Maiconi Morales, da Construbase, uma das empresas consorciadas para construção da passagem. Um dos maiores desafios diz respeito ao tamanho da estrutura e a localização. “Para conseguirmos acessar o ponto da obra, tivemos que dragar um canal na lagoa para que as balsas, que levarão homens e equipamentos, possam chegar até lá”, lembra Maury.
 
No momento, além da dragagem da lagoa, é montado o canteiro de obras, em um espaço de 11 hectares às margens da lâmina d’água, sob um investimento inicial de R$ 50 milhões. A logística do local impressiona.
 
Haverá alojamento para 800 pessoas, estação de tratamento de água e esgoto, área administrativa, refeitório para 1,4 mil pessoas, cozinha, posto de combustíveis, oficina de grande magnitude, usina de concreto e duas grandes pistas para rolamento da produção até um porto, de 200 metros de largura, que será construído na beira da lagoa.
 
 
As fases da grande obra
 
1ª – Fundação
No solo embaixo da ponte, serão feitas escavações com 2,5 metros de diâmetro, que serão protegidas com camisas metálicas. A mais profunda ficará a 75,8 metros de profundidade. Essas estacas serão armadas com vergalhões de concreto e, depois, preenchidas com concreto. Quatro equipes trabalharão ao mesmo tempo, em pontos diferentes da ponte.
 
2ª – Construção dos pilares
Assim que a fundação estiver pronta, começa a construção dos pilares de concreto, que irão sustentar as aduelas. A primeira de cada pilar é chamada de aduela de disparo. Construída no próprio local, serve de apoio para receber as demais, que serão colocadas simultaneamente em sentidos opostos em relação ao pilar. Concluída a armação das aduelas em um vão, a estrutura é completada com as abas laterais, que também são pré-moldadas. Paralelamente às duas primeiras etapas, as aduelas e as abas começam a ser feitas no canteiro de obras logo no início da obra e, assim que dois pilares contínuos ficarem prontos, serão automaticamente transportadas e colocadas na estrutura.
 
3ª – Colocação dos mastros
A parte estaiada do vão central será apoiada em dois mastros com 50 metros de altura em relação ao pavimento da ponte. Em cada lado dos mastros, serão instalados 14 cabos chamados de estais (serão 56 no total), que terão a função de sustentar e dar equilíbrio à estrutura.
 
4ª – Acabamento
Nesta fase, serão feitas a colocação de proteções nas laterais e no centro da ponte, a pavimentação do tabuleiro e a pintura de faixas.
 
Arquitetura
O fato da ponte Anita Garibaldi, na BR-101, em Laguna, ser no estilo “estaiada” (suspensa por cabos) não reflete em dificuldade para o consórcio Camargo Corrêa/M. Martins/Construbase. Do ponto de vista financeiro, a beleza da obra também não é significativa, especialmente se comparado com o cartão postal que o local será transformado após concluída a obra. Do total do orçamento, apenas 7% serão para acabamentos estéticos. O restante é para edificar os 2.815 metros de ponte. “O espaço em que a ponte é construída é de uma beleza incontestável. Por isso a importância da arquitetura”, destaca o engenheiro Maury Maiconi Morales, da Construbase, uma das empresas consorciadas para construção da passagem.
 
 
Duplicação: luminárias são instaladas
Foto: Muriel Albonico/Esga-Dnit/Notisul
O viaduto de acesso norte a Sombrio, no extremo-sul catarinense, recebeu a instalação de luminárias. A estrutura, construída no lote 29, entre Araranguá-Sombrio, está liberada desde agosto. O serviço é executado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit). As outr5as estrutura deste porte liberadas no trecho já contam com iluminação: viadutos da praia da Caçamba (km 419), Sanga da Areia (km 422), Sanga da Toca (km 424) e acesso aos municípios de Ermo e Turvo.
A instalação de ponto para iluminação nas obras de arte especiais construídas na BR-101 Sul catarinense é realizada nos trechos já concluídos, onde as pistas estão duplicadas. Nos lotes 24 (Imbituba a Laguna), 27 (Sangão a Içara), 28 (Içara a Araranguá) e 30 (Sombrio a Passo de Torres) a implantação das luminárias está pronta.
Nas passarelas construídas ao longo da BR-101, o Dnit também faz a implantação vem realizando a instalação de luminárias. Quando necessário outras duas luminárias são instaladas nos acessos às rampas, sendo um dispositivo para cada acesso. A intenção do Dnit é instalar luminárias em todas as passarelas da BR-101 Sul. As primeiras passagens a receber o sistema de energia ficam no lote 27, onde quatro estruturas estão concluídas. No 28, outras duas passarelas estão prontas e no 30 são seis as estruturas liberadas.
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