A decisão do governador Jorginho Mello de fechar uma parceria com o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), para compor a chapa à reeleição como vice provocou desconforto no cenário político de Santa Catarina. O movimento pegou de surpresa o MDB, que até então era considerado o principal favorito para ocupar a vaga.
Com a definição, o MDB se vê agora diante da necessidade de redefinir rapidamente sua estratégia para as próximas eleições estaduais.
MDB avalia novos caminhos
Diante da exclusão da chapa, o MDB passa a discutir três possíveis caminhos. O partido pode se aliar à candidatura de João Rodrigues (PSD), tornando-se adversário direto do atual governador; lançar candidatura própria; ou optar por não alterar sua posição no momento.
Apesar da parceria mantida nos últimos anos com o governo estadual, parte dos emedebistas demonstra insatisfação com Jorginho Mello. Segundo integrantes do partido, compromissos teriam sido assumidos e não cumpridos, o que contribui para o desgaste na relação.
Relevância do MDB no cenário estadual
A insatisfação interna pode ter impacto nas eleições, já que o MDB segue sendo uma sigla de peso em Santa Catarina, com forte presença regional e histórico de protagonismo político no Estado.
Nesta segunda-feira (26), o presidente estadual do MDB e atual secretário de Agricultura, Carlos Chiodini, convocou a executiva do partido para uma reunião a portas fechadas. O encontro tem como objetivo discutir os próximos passos da legenda diante do novo cenário político.
Silêncio do Novo e reações cruzadas
Do outro lado, o Partido Novo, ao qual Adriano Silva é filiado, ainda não se manifestou oficialmente sobre a parceria com Jorginho Mello. O movimento também causa estranhamento dentro da sigla, que anteriormente fazia oposição ao PL e já havia se coligado com o PSD de João Rodrigues na última eleição.
O fato é que a nova aliança entre Jorginho e Adriano gera descontentamento em diferentes frentes e tende a redesenhar as articulações políticas no Estado nos próximos meses.
