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A vida é insistente em torno do Rio Tubarão. Além de buscar maneiras de prevenir uma nova tragédia, ações também visam preservar o manancial
A vida é insistente em torno do Rio Tubarão. Além de buscar maneiras de prevenir uma nova tragédia, ações também visam preservar o manancial

Zahyra Mattar
Tubarão

 
A tragédia de 1974 ainda é muito viva na memória das pessoas. Não apenas tubaronenses, mas a população da região chorou a catástrofe que mudou a trajetória, em especial da Cidade Azul.
 
Não é para menos. Além de enterrar 199 irmãos, a população precisou achar forças para desenterrar uma cidade inteira depois. Esta mesma força, hoje, precisa ser usada para cobrar que ações preventivas sejam concretizadas. E é justamente este misto de temas que darão o tom da quinta edição do Seminário da Enchente de 1974. 
 
Sob o lema ‘Memória, Prevenção e Reação Eficiente’, o encontro aprofundará o debate em torno das ações para minimizar uma possível nova enchente. 
 
Este ano, o seminário fará uma homenagem ao historiador Amadio Vittoretti, e trará o depoimento impressionante de sobreviventes das inundações de 1928 e 1974. O plano de contingência de Tubarão, elaborado pela secretário de proteção e defesa civil da prefeitura, também será explanado.
 
O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar, ainda que seja um órgão consultivo, tomará a frente e apresentará um documento onde reivindicará com propriedade a realização de obras complementares à redragagem do manancial, prevista entre área urbana da cidade e a foz, em Laguna.
 
O 5º Seminário da Enchente de 1974 será hoje, das 8h30min ao meio-dia, no auditório da Amurel.
 
Redragagem: ordem de serviço segue sem previsão
O desassoreamento do Rio Tubarão é uma necessidade urgente. E há anos. O fato da licitação para a elaboração do projeto ter terminado, no fim de janeiro, renovou a esperança de tornar a obra concreta. 
 
Mas o doce ficou azedo. Especialmente após a notícia de que a ordem de serviço para a vencedora, a Prosul, depende da agenda do governador Raimundo Colombo. Chegou-se a pré-agendar uma data – último dia 11. Mas até agora nada.
 
Existia, inclusive, a expectativa de que isso poderia ser feito hoje, durante a 5º edição do Seminário da Enchente de 1974, mas a secretaria estadual de desenvolvimento econômico sustentável descartou a possibilidade à tarde.
 
Pelo contrato, a empresa terá nove meses para elaborar o projeto. E este tempo começa a ser contato após a expedição da ordem de serviço.
 
O investimento do estado será de R$ 1.288.468,56. O desassoreamento incluirá manutenção, aprofundamento e recuperação da calha do rio, em um trecho de 29,7 quilômetros, entre a área urbana de Tubarão e a foz, em Laguna. 
 
O que preocupa é que a obra não será realidade este ano. Isto porque, se a elaboração iniciar ainda este mês, a previsão é que o projeto esteja pronto em dezembro. Depois, ainda é preciso buscar os estimados R$ 80 milhões – para a execução da obra em si – no governo federal.
 
Como o próximo ano é eleitoral, e pela lei não é permitido o repasse de verba seis antes do pleito, é bem provável que a obra comece apenas em 2015. Até lá, corre-se o risco de o projeto ficar desatualizado. E lá se vão meses e mais dinheiro para readequar.
 
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