As empresas exportadoras catarinenses mais impactadas pelo novo tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros terão acesso a um novo pacote de apoio emergencial do Governo do Estado. As ações, que serão implementadas ao longo de três meses, visam proteger cerca de 43 mil empregos diretos.
A Federação das Indústrias de SC (FIESC) colaborou com o governo subsidiando dados para a elaboração da proposta. Segundo o governo do estado, as medidas tributárias vão garantir até R$ 186 milhões em apoio para negócios afetados diretamente pela política comercial norte-americana.
O pacote será dividido em duas frentes. A primeira é a liberação de crédito de ICMS das exportações – R$ 126 milhões em três meses – para empresas que tenham pelo menos 5% de seu faturamento anual impactado pela elevação das tarifas. A segunda medida garante a postergação do pagamento de ICMS, por 60 dias, durante três meses, para as mesmas empresas. Os cálculos da Fazenda estadual indicam que serão até R$ 60 milhões em impostos com o pagamento adiado pelo Fisco.
Nesta segunda-feira, 31, representantes do Brasil e dos Estados Unidos se reuniram novamente, de forma virtual, para discutir as tarifas impostas por Washington sobre diversos produtos brasileiros.
Compromissos cancelados
O candidato à presidência do Brasil, Augusto Cury (Avante), estava com visita programada nesta segunda-feira, 31, a Florianópolis, onde se reuniria com apoiadores. Contudo, por conta das chuvas dos últimos dias, o encontro foi cancelado.
Após os primeiros debates na TV, Cury alcançou 11% das intenções de voto e se tornou o primeiro candidato identificado com a chamada terceira via a atingir dois dígitos. Ele fica a frente de Ronaldo Caiado (PSD), que tem 5%.
Quem também cancelou os compromissos de campanha por conta dos desastres causados pelas chuvas no Estado foi o governador Jorginho Mello (PL). Ainda no domingo, ele publicou a informação em suas redes sociais.
Economia
Santa Catarina tem 313 hospitais cadastrados, de acordo com dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), dos quais 119 estão associados à Associação de Hospitais do Estado de Santa Catarina (AHESC) e 84 à Federação de Hospitais e Entidades Filantrópicas de Santa Catarina (FHESC). As entidades mantêm colaborações ativas em áreas como gestão clínica, capacitação de lideranças e eficiência energética, com o objetivo de qualificar a rede hospitalar catarinense e aumentar o acesso da população aos serviços de saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A parceria mais recente a apresentar resultados concretos é a firmada entre a FHESC, a Eletron Energia e a Celesc. A iniciativa já garante mais de R$ 500 mil em economia anual para hospitais filantrópicos do estado, além da redução de 165 toneladas de emissões de CO₂.
Desaquecimento
O mercado de trabalho catarinense está perdendo ritmo, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) e registrou um recuo de 248 vagas formais em julho, uma queda de 0,01%. O resultado representa um recuo de 3.433 postos de trabalho em relação a julho de 2025, quando haviam sido gerados 3.185 empregos.
Apesar do desaquecimento pontual no mês de julho, o balanço acumulado nos primeiros sete meses de 2026 permanece favorável. De janeiro a julho, Santa Catarina acumula a criação de 62.658 empregos formais.
Pegou mal
Após a veiculação da primeira propaganda de campanha na TV, o candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL), vinha sendo duramente criticado por não citar o Estado, por não apresentar projetos e utilizar o tempo de TV somente para pedir voto para o irmão, Flávio Bolsonaro (PL), que concorre à presidência.
No programa seguinte, veiculado nesta segunda-feira, 31, veio a resposta de Carlos às críticas. Em sua propaganda, ele afirma que todos os problemas de Santa Catarina também são dele e do irmão.
Contudo, Carlos ainda continua sem atender pedido de entrevistas de veículos do Estado.
TRC em pauta
O presidente da Fetrancesc, Dagnor Schneider, esteve em Minas Gerais participando do CONET&Intersindical 2026 – Edição Ouro Preto, considerado um dos encontros mais importantes do Setor. O encontro reuniu lideranças empresariais e sindicais, especialistas, autoridades e representantes de entidades de todo o país. Ao longo dos dois dias de programação, foram debatidos temas que impactam diretamente a atividade transportadora, como mercado e tarifas, cenário econômico, geopolítica, agenda institucional, Reforma Tributária e regulamentação do setor. Temas que se tornam cada vez mais urgentes, e estão em amplo debate em todo o território nacional, ainda mais em ano eleitoral. Ao lado de Dagnor, o presidente do Setcemg, Antônio Luís da Silva Junior.
Chuvas
A Alesc recebeu nesta segunda-feira, 31, os prefeitos de Capital, Topázio Neto, e de Biguaçu, Alexandre Martins de Souza, para discutir os estragos provocados pelas fortes chuvas de granizo que atingiram a Grande Florianópolis no último fim de semana.
O encontro, em caráter emergencial, tem como objetivo avaliar os danos provocados pelos temporais registrados no final de semana, bem como definir medidas de apoio e agilizar a liberação de recursos para os municípios atingidos.
