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Período de defeso vai até novembro

Pescadores, Polícia Militar Ambiental e representantes da Udesc discutiram, ontem, a logística do cadastramento -  Foto:Divulgação/Notisul
Pescadores, Polícia Militar Ambiental e representantes da Udesc discutiram, ontem, a logística do cadastramento - Foto:Divulgação/Notisul

Laguna

O defeso do camarão, que começou há cinco dias, segue até 15 de novembro. A captura do crustáceo não poderá ser realizada neste período e a fiscalização da Polícia Militar Ambiental (PMA) e da Marinha já está mais acirrada na região. A proibição ocorre como forma de garantir a reprodução do animal. 

O defeso tem como foco a proteção dos camarões jovens em fase de recrutamento e desova. O pescador que descumprir as normas está sujeito à multa e não poderá realizar a atividade da pesca. A técnica utilizada na região é a rede, conhecida como aviãozinho.

De acordo com o subtenente da PMA, Agnaldo Pereira, desde 2006 é esperado o novo regramento que definiria os pontos de pesca e o cadastramento dos pescadores. Porém, como a medida não ocorreu, um estudo realizado por professores e alunos do curso de engenharia de pesca da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em Laguna, foi realizado. “Em busca da viabilidade da pesca no plano econômico, social e ambiental resolvemos, em comum acordo com os pescadores, efetuar este cadastramento durante o período de defeso, com a mira no controle da quantidade de redes empregadas na pesca e permitir a atividade somente aos habilitados e que dependam exclusivamente da atividade pesqueira no Complexo Lagunar. Estas medidas serão efetivadas a partir da safra que iniciará no dia 15 de novembro”, detalha o subtenente.

Cerca de cinco mil pescadores artesanais do complexo sobrevivem da pesca de camarão. Conforme a presidente da União das Associações de Pescadores da Ilha, Maria Aparecida dos Ramos, a grande antagonista da boa pesca nos últimos anos é a poluição das águas. “Este fator tem comprometido os trabalhos dos pescadores artesanais. Além disso, esta função é a única fonte de renda dessas cinco mil pessoas. A situação também torna-se complicada quando pescadores profissionais e amadores ultrapassam os limites das atividades, que devem pertencer só aos artesanais”.

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