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Período triplica vendas no comércio

Para acompanhar o aumento das vendas, que chega a triplicar, a loja precisou aumentar em 50% o quadro de funcionários. - Foto: Alice Goulart Estevão/Notisul.
Para acompanhar o aumento das vendas, que chega a triplicar, a loja precisou aumentar em 50% o quadro de funcionários. - Foto: Alice Goulart Estevão/Notisul.

Alice Goulart Estevão
Tubarão

Chocolate, perfume, flores. Estes são alguns dos presentes mais tradicionais do dia mais romântico do ano: 12 de junho. Nessa data, vale tudo para encantar e conquistar o coração da pessoa amada, independente do tempo em que estão juntos.

Para os apaixonados, o comércio tubaronense está preparado para atender aos pedidos mais exigentes. No próximo sábado, o horário será especial, das 9 horas às 17 horas. “É uma data que incrementa as vendas e tem se consolidado nos últimos anos. A projeção é de um aumento na faixa de dois dígitos”, estima o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Luciano Menezes.

A expectativa é de que o consumo siga na mesma linha da última data comemorativa, o Dia das Mães, no mês passado. De acordo com Luciano, maio teve vendas históricas.

Na rede de cosméticos e perfumarias O Boticário, a expectativa é triplicar as vendas e o diferencial é um forte aliado. “Tem a praticidade de chegar e já ter uma cesta grande e bonita pronta, com produtos para ambos”, conta a gerente de vendas de uma das franquias da Cidade Azul, Eloisa Moreira.

Três funcionárias freelance foram contratadas para auxiliar no atendimento, recepção e preparo dos pacotes. Este é um aumento de 50% no quadro de colaboradores. Também são feitos treinamentos especiais para incentivar e prepará-las para o atendimento ao cliente.

“É praticamente um terceiro Natal, depois dos Dias das Mães. Tem cestas de até R$ 1 mil, mas as mais vendidas são as que custam cerca de R$ 250,00”, destaca Eloisa. A data foi aproveitada para o lançamento de dois perfumes: um masculino e o outro feminino. Conforme a gerente, essa é uma das estratégias para atrair o público.

Namorar é bom, economizar é melhor ainda
Nos relacionamentos que sobra amor, mas falta dinheiro, não há necessidade de se desesperar. Uma feira de arte ocorrerá no próximo sábado na Praça 7, no Centro. Produtos como porta-retratos, porta-joias, cachecóis e objetos de decoração, entre outros, estarão à venda a partir de R$ 10,00. “Temos percebido que as pessoas têm procurado mais o artesanal. Além de ser mais em conta, é uma peça única”, valoriza a coordenadora de Ações Culturais da Fundação Municipal de Cultura e Esporte, Lilian Guedes. Na sexta-feira, às 19 horas, no Museu Willy Zumblick, será realizado um happy hour cultural com o coral municipal. “Assim como no ano passado, as canções serão de amor. A última edição deu muito certo, por isso decidimos fazer de novo”, conta Lilian. O evento é aberto ao público e gratuito.

Amizade de infância vira casamento
Parece conto de fadas, mas não é. O primeiro amor também pode ser o único. Esse é o caso da designer de sobrancelha Thalita Ribeiro, 24 anos, e do seu marido, o armador de construção civil Cristiano Rodrigues, 27 anos, mais conhecido como Kinho. Os dois se conheceram quando crianças devido ao casamento dos seus tios e cresceram juntos.

Na infância, a relação não era das melhores. “Eu era uma criança chata, espaçosa. Ele me odiava! Muitas vezes me botou para correr do quarto dele, mas também brincávamos juntos”, lembra Thalita.

Não há um consenso em quem se apaixonou primeiro. A irmã do Kinho é um ano mais velha que a designer, por isso sempre foram melhores amigas. “Com certeza fui eu. Tudo nele era lindo, principalmente o sorriso. Sempre dormia na casa deles e foi aí que começamos a trocar olhares e aconteceu”, defende ela.

Já ele discorda desta versão e ainda admite que naquela época era diferente. “Fui eu! Eu tinha 17 anos, é uma idade complicada. Confesso que ficava com muitas meninas, mas ela era diferente. Sempre foi! Depois de algum tempo entendi o que era diferente, era amor. Ela era linda, delicada e inteligente”, declara Kinho.

Finalmente no Dia dos Namorados de 2006, aconteceu o beijo. Que foi mais do que especial e em dose dupla, pois não foi somente o primeiro beijo do casal, mas o primeiro da Thalita. “Ao contrário de tantas histórias ruins, a minha foi linda! Ele era meu primeiro amor, aquele com quem eu sonhava acordada”, lembra.

Três meses depois, ele pediu a mão dela em namoro ao seu pai. “Até hoje não sei de onde ele tirou coragem, meu pai era um coronel!”, ressalta.

Data registra uma década de união
O casamento não demorou muito para chegar, pois Thalita engravidou da primeira filha, a Luíza. No início, foi complicado, ela tinha 16 anos e ele 19. Além do turbilhão de emoções de trazer uma vida nova ao mundo, na mesma época o pai de Thalita tratava um câncer. De acordo com Kinho foi preciso juntar ainda mais seus corações e encarar a realidade, pois houve muito julgamento pela juventude de ambos.

A vinda de Joaquim, sete anos depois, foi um pouco mais fácil. Havia maturidade, estabilidade financeira e empoderamento para enfrentar o aumento da família.  

“Nossos filhos são a extensão do nosso amor. Um fato interessante é que são crianças extremamente amorosas. Cremos que seja um reflexo daquilo que vivemos”, avalia Thalita.

Todos os anos, o dia 12 é marcante e há muito a ser celebrado. O primeiro beijo, o início de um namoro que gerou belos frutos. “Vamos ao cinema, saímos para jantar ou simplesmente pedimos uma pizza e ficamos enrolados no sofá. Mas esse ano será mais especial, serão 10 anos. Uma década de amor pra comemorar! Vão ter surpresas e mimos de ambos os lados”, destaca a jovem.

O principal conselho dos apaixonados para quem quer manter uma relação saudável é nunca deixar de ser namorados, independente das diferenças. Até hoje nos sentamos no sofá para namorar, trocamos bilhetinhos carinhosos, mimos, chocolates, flores e cafés na cama. Alguns acham besteira, outros admiram. Mesmo se quiséssemos, não seria diferente. Nos amamos muito, e esse amor merece tudo isso e muito mais!”, garante Thalita.


Fotos: Catherine Oliveira/Divulgação/Notisul.

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