Zahyra Mattar
Tubarão
Pela primeira vez este ano, a gasolina mostrou-se vantajosa em apenas quatro estados brasileiros. Os proprietários de veículos flex devem dar preferência ao derivado do petróleo apenas no Piauí, Roraima, Amapá e Pará. Nos outros 22 e no Distrito Federal, o álcool é a melhor opção para os motoristas.
Em Santa Catarina, a diferença entre o preço da gasolina (média de R$ 2,557 o litro) e do álcool (R$ 1,687) é de 34%. Para quem tem ainda a opção do GNV instalada no veículo, a economia é ainda mais significativa, já que o metro cúbico do gás veicular está estacionado em R$ 1,59 (média) desde o primeiro quadrimestre deste ano.
“Esta discrepância nos preços é reflexo, por exemplo, da diferença da carga tributária nos estados, entre outros inúmeros pontos que devem ser considerados”, explica o assessor jurídico do Sindicato dos Petroleiros (Sindicomb), Ciro Estradioto Branco.
Ainda com a vantagem no bolso, é preciso que o consumidor fique de olho na sua real necessidade. É preciso tomar cuidado, pois, apesar de mais barato, a autonomia do veículo com o álcool é, em média, 30% menor. Assim, para ser vantajosa a sua utilização, o preço do litro também precisa ser 30% mais baixo.
Outra boa notícia para o consumidor é quanto à previsão de aumento dos combustíveis: não há nada para este ano. “Qualquer notícia neste sentido é completamente equivocada”, pontua o assessor, ao ressaltar que os valores, ainda com os reajustes dos últimos anos, estão lineares em Santa Catarina.
