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Prefeito espera número do convênio

Depois da reforma pronta, a comunidade aguarda a ponte de concreto. Para isso, ainda resta esperar por todo o processo burocrático
Depois da reforma pronta, a comunidade aguarda a ponte de concreto. Para isso, ainda resta esperar por todo o processo burocrático

 

Angelica Brunatto
Tubarão
 
Com a reforma concluída na última sexta-feira, a Ponte de Congonhas voltou a ser rota para quem deseja fugir da BR-101. O local é utilizado para chegar às praias de Laguna e Jaguaruna. Os principais destinos são o Balneário Camacho e o Farol de Santa Marta.
 
A “reabertura” da ponte deixou contente toda a comunidade de Congonhas. Muitos utilizam a travessia não só a passeio, mas para se deslocar entre Jaguaruna e Tubarão – e vice-versa – quando necessário. Mas o que todos esperam (e muito!) é que a construção da passagem de concreto inicie logo.
 
Entretanto, para que a obra comece, ainda faltam alguns detalhes. O primeiro passo é lançar o edital. Conforme acertado durante a assinatura do convênio, no mês passado, esta parte é de responsabilidade do município de Jaguaruna.
 
Conforme o prefeito Inimar Felisbino Duarte, o edital será lançado em breve. “Só estou esperando o número do convênio”, justifica. A previsão é que isto ocorra na primeira quinzena de março. “Em março, quero estar com tudo pronto”, garante. 
 
A expectativa de todos os envolvidos no processo é que a travessia de concreto esteja liberada ao tráfego até o fim do ano. Possível? Quem sabe. Mas é difícil. Uma licitação, em trânsito normal, dura um mínimo de 45 dias. Ou seja: se lançado o edital neste mês, o resultado sai somente em abril. E, mesmo que a ordem de serviço seja entregue em abril, a obra não deverá ficar pronta até dezembro.
 
Reforma foi comemorada com festa
Na última sexta-feira, a reforma da ponte de Congonhas, na divisa entre Tubarão e Jaguaruna, foi concluída. E, para comemorar, a comunidade preparou um churrasco. A reforma foi orçada em R$ 20 mil – R$ 8 mil de cada prefeitura e o restante de empresários.
Para não deixar a população sem uma ligação entre os dois municípios por muito tempo, o então prefeito interino de Tubarão, João Batista de Andrade, aceitou desinterditar a ponte. A ação veio após moradores do bairro protestarem na câmara de vereadores.
Toda a discussão sobre a situação da Ponte de Congonhas voltou às pautas após a queda do empresário Beto Lima no rio, no dia 13 de janeiro, quando atravessava de bicicleta. Então, a população começou a cobrar das autoridades uma solução. Um laudo foi emitido pela Defesa Civil informando que a travessia não tinha condições de uso. 
Foi então que a prefeitura de Tubarão interditou o local, fato que não agradou o prefeito de Jaguaruna, Inimar Felisbino. Menos de uma semana após a interdição, a ponte foi incendiada. O ato de vandalismo interditou de vez a travessia. Apenas alguns motociclistas arriscavam-se a trafegar pelo local. O convênio para a construção de uma ponte de concreto, firmado entre as prefeituras de Tubarão e Jaguaruna e o governo do estado, foi assinado dias depois. 
 
Valores 
A construção da estrutura de concreto em Congonhas está orçada em R$ 900 mil – R$ 150 mil de cada prefeitura e R$ 600 mil do governo do estado.
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