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Prefeitos estão dispostos a encontrar solução

 

Angelica Brunatto
Jaguaruna
 
Os prefeitos das cidades que ainda não quitaram as suas dívidas assumidas para a desapropriação dos terrenos do Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna, estão dispostos a encontrar uma solução para o problema. Todos afirmam que o aeroporto é uma obra importante para o desenvolvimento da região e, consequentemente, dos municípios que administram.
 
Porém, a preocupação é que se repita o que ocorreu na última troca de governo municipal. A dívida passou de uma gestão para a outra e nada de pagamento. E essa é a justificativa de alguns. “Isto tinha sido acordado no último governo, que não deixou nenhum documento e nada orçado”, lembra o prefeito de Grão-Pará, Valdir Meurer Dacorégio. 
 
Mesmo assim, Valdir garante que quer encontrar uma maneira de contribuir com o consórcio. ”Vou averiguar toda a parte legal. É muito importante para a região”, avalia.
 
A situação é parecida em Imaruí. “Não é Imaruí sozinha que vai fazer diferença. Vou conversar com o presidente da Amurel (o prefeito Célio Antônio, de Laguna), para discutir o assunto. Vamos encontrar uma maneira de resolver”, espera o prefeito Amarildo Matos de Souza. 
 
A história é diferente em Rio Fortuna. O prefeito Silvio Heidmann ainda não sabe como proceder para pagar os valores da desapropriação. “Isso foi feito em outra administração e na época não teve autorização da câmara de vereadores”, confirma.
 
Em Laguna, o prefeito Célio Antônio revela que não tem como pagar. “Quando o consórcio foi feito, Laguna ainda não pertencia à Amurel e o projeto não foi aprovado na câmara dos vereadores”, argumenta.
 
A contribuição da Amrec
A Associação dos Municípios da Região de Carbonífica (Amrec) também assumiu o compromisso de ajudar com as despesas de desapropriação de terras do Aeroporto Regional Sul em Jaguaruna. O valor acordado era R$ 110 mil. 
De acordo com os dados divulgados pela Amurel, foi repassado pela Amrec R$ 40 mil, a última parcela em janeiro de 2009. Porém, a Amrec apresenta um outro valor. Segundo o diretor executivo da associação, Eno Steiner, teria sido repassado R$ 78 mil até agosto de 2009. “Paramos de pagar após pedirmos uma prestação de contas. Vimos que muitos municípios não haviam contribuído. Primeiro deve ser feito o dever de casa”, argumenta Eno, que também afirma que a dívida não havia mais sido cobrada.
O assunto das desapropriações também não entra em pauta há algum tempo nas reuniões da Amurel. A garantia do presidente Célio Antônio é de que o tema entrará em pauta nos próximos encontros. Desta forma, poderão ser discutidas quais serão as medidas que poderão ser tomadas para o pagamento da dívida. Para que tudo esteja efetivamente pago, ainda faltam cerca de R$ 800 mil. 
 
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