Início Geral Prefeitura deverá pagar o piso

Prefeitura deverá pagar o piso

Professores do estado fizeram uma manifestação pelo Centro de Tubarão.
Professores do estado fizeram uma manifestação pelo Centro de Tubarão.

Karen Noovochadlo
Tubarão

Hoje, os professores da rede municipal de ensino de Tubarão realizam uma assembleia, às 19 horas, no Praça Shopping, para decidir se entram ou não em greve. Uma das reivindicações da categoria é a aplicação do piso nacional (R$ 1.187,00) como salário inicial. Ontem, o vice-prefeito Pepê Collaço garantiu ao Notisul que a prefeitura pretende pagar o piso.

O salário inicial dos professores, hoje, é de R$ 206,16 para 20 horas, e R$ 432,00 para 40 horas. Para a complementação da renda, são pagos vale-alimentação, regência de classe de 40%, e abono (R$ 54,30). Quando esta quantia é somada, o valor aproxima-se do piso nacional, hoje em R$ 1.187,00.

De acordo com Pepê, o município pretende pagar o piso nacional como salário base. Mas os valores dos abonos e gratificações devem diminuir. “Nós teremos que verificar como estão as finanças da prefeitura”, revela o vice-prefeito.  

O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Educação da Rede Municipal de Tubarão (Sintermut), Ronaldo da Silva Campos, garante que a prefeitura ainda não enviou nenhum ofício ou proposta.

A secretária executiva do Sintermut, Laura Isabel Guimarães Oppa, assegura todos os professores serão consultados na assembleia. “Independente da proposta, queremos ouvir os professores”, afirma.

Ontem, os professores do estado fizeram uma passeata com velas pelo centro da cidade. “As velas são uma forma de chamar a atenção da sociedade, porque o governo diz que paga o piso. Mas só valorizou quem tem apenas o ensino médio. Parece que o grande negócio é não estudar”, lamenta o professor Júlio César Silveira.

Reivindicações dos servidores municipais
• Piso nacional (R$ 1.187,00) como salário base;
• Plano de carreira;
• 1/3 de hora atividade.

Rodada de negociações com o governo do estado é adiada

Zahyra Mattar
Tubarão

A greve dos professores da rede estadual de ensino, deflagrada há uma semana, segue firme e forte. Em Santa Catarina, 90% dos educadores aderiram ao movimento. Nos 20 municípios da região, 85% dos profissionais paralisaram as atividades. Apenas São Martinho, Treze de Maio e Pedras Grandes não têm professores em greve.

Sem acordo com o governo do estado, os profissionais promoveram, ontem, em Tubarão, mais um manifesto público. Com velas, cartazes e palavras de ordem, eles realizaram uma passeata no centro da cidade. O objetivo é chamar a atenção da população para o que consideram um descaso com a categoria.

A reunião intermediada pelos líderes partidários na assembleia legislativa, entre os dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) e o governador do estado, o interino Eduardo Moreira (PMDB), foi adiada.

O encontro, previsto para este fim de semana, será feito somente na próxima segunda-feira, com o titular, Raimundo Colombo (DEM). A manobra visa buscar uma contraproposta alternativa que atenda aos professores e acabe com a greve.
 

Sair da versão mobile