
Lily Farias
Tubarão
Após uma discussão calorosa entre os professores municipais e o prefeito eleito de Tubarão, Olavio Falchetti (PT), foi possível entrar em um acordo sobre o pagamento do um terço das férias e os salários dos servidores. A assembleia ocorreu ontem e contou com a participação dos futuros secretários.
Olavio propôs aos professores que o pagamento seja feito em janeiro, mas para isso todos terão que assinar um documento no qual renunciarão o direito de receber o que lhes é devido dois dias antes do recesso, iniciado ontem.
A maioria concordou e irá aguardar. As férias dos professores começarão no dia 2 de janeiro. Quem trabalhou na administração escolar retorna em 2 de fevereiro. Os que estavam em sala de aula voltam no dia 7.
Conforme a futura procuradora jurídica da prefeitura, Patrícia Uliano Effting, a medida é para que ninguém entre com recurso mais tarde contra a prefeitura por falta de pagamento.
“Não adianta fazer só acordo verbal. Se é para fazer as coisas, que seja profissionalmente”, avalia a advogada.
Em uma posição delicada, já que ainda não sentou na cadeira de prefeito, Olavio é prático. Considera que não existe outra alternativa senão pagar os professores.
“O correto é assumirmos e pagarmos as contas, claro. É fato que a situação da prefeitura não é das melhores, por isso no momento não posso vir aqui é prometer nada. Por isso o pedido é para que nos seja dado um voto de confiança”, pede Olavio.
Professores querem negociar com o prefeito Pepê Collaço
O documento que os professores terão que assinar, no qual renunciarão o direito de receber um terço das férias e o salário de janeiro neste mês é valido apenas aos professores eletivos. Os profissionais que trabalham em caráter estatutário, por lei, já recebem o pagamento após as férias. Mas a decisão de fazer o acordo com o prefeito eleito Olavio Falchetti não agradou a todos.
A presidenta do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Educação da Rede Municipal de Tubarão (Sintermut), Laura Oppa, diz que os profissionais assinarão o documento até amanhã para ser enviado à prefeitura em janeiro.
Muitos servidores questionaram o motivo de serem convocados para a assembleia já que o acordo é mera formalidade, já que, segundo os educadores, o pagamento não seria feito este ano de qualquer maneira.
Outros, mais indignados, brandaram que o assunto não compete a nova administração, mas sim ao prefeito Pepê Collaço, que deixou de efetuar o pagamento.