Tubarão
Avenidas Getúlio Vargas e Marechal Deodoro e rua Lauro Müller: neste domingo, a cara destas vias, às margens do rio Tubarão, irá mudar. Em vez de automóveis, serão as pessoas que ganharão o asfalto para um dia de lazer. É a estreia do Domingo na Rua, um projeto que semanalmente vai interditar parte das pistas e deixá-las livres a moradores e visitantes.
Excepcionalmente na estreia, devido à realização de outro evento, o Domingo na Rua será das 13 às 17 horas. Nas edições semanais seguintes, ocorrerá no horário para o qual foi planejado: das 8 às 16 horas.
O Domingo na Rua ficará concentrado na avenida Marechal Deodoro e rua Lauro Müller, na margem direita, entre a ponte Manoel Alves dos Santos (ponte do Morrotes) e a ponte Dilney Chaves Cabral (do Notisul). Na margem esquerda, as famílias poderão aproveitar a avenida Getúlio Vargas entre a ponte Dilney Chaves Cabral (Fragoma) e a ponte Orlando Francalacci (Quartel).
A intenção é permitir que a comunidade fique à vontade para brincar de bicicleta, skate, patins, fazer caminhadas, treinos ou competições com grupos de corredores de rua ou qualquer outra atividade que se encaixe na estrutura que as ruas oferecem.
Na última quarta-feira, uma equipe da Guarda Municipal visitou os vizinhos dos locais que receberão o evento para comunicá-los do funcionamento do trânsito para entrada e saída de veículos. “Poderão sair e entrar sem problemas. Vai ter uma pista livre”, explica o gerente de Trânsito e Mobilidade, Dionísio de Quadros.
O prefeito Joares Ponticelli conta que o Executivo se baseou em ideias semelhantes, já implantadas em outras cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Florianópolis. “Precisamos habituar as pessoas a usarem estes locais. Como a cidade não tem espaços públicos, não se tem o hábito de conviver na rua. O que a gente quer é tornar estas vias um espaço de convivência, de celebração da amizade. Naturalmente, para o primeiro evento não tem expectativa tão grande de público. Precisamos é ir trazendo os grupos”, afirma.
Projeto será avaliado a cada 15 dias
Ponticelli diz que o projeto, que deverá ser avaliado a cada 15 dias, vai ser aperfeiçoado no decorrer das edições. “Queremos aproveitar o espaço que temos. O rio é a nossa maior beleza natural”, afirma. Independentemente das condições climáticas, a interdição dos trechos continua. “A medida é boa, mas vamos ver se vai dar certo. Não adianta só fechar para a população, é preciso ter atrativos”, sugere Ponciano Fortes Matos, morador do Centro. Maria Aparecida Nunes sai todos os dias do bairro Santo Antônio de Pádua para caminhar à beira-rio. Ela também aprova a ideia. “Tudo que incentiva o esporte é bem-vindo”, diz.
