Após reunião em Florianópolis, secretário da Infraestrutura vai a Laguna na segunda-feira para tratar da obra
A implantação do Acesso Norte, via bairro Barbacena, em Laguna, foi discutida na tarde desta terça-feira (4) na Secretaria de Estado da Infraestrutura, em Florianópolis. A obra é aguardada pelos lagunenses porque servirá de segunda rota de saída e entrada da cidade, aliviando o fluxo de veículos que hoje se concentra na avenida Calistrato Müller Salles.s.
A reunião ocorreu entre o secretário da Infraestrutura, Luiz Fernando Cardoso, o prefeito Mauro Candemil e o secretário da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Laguna, Luiz Felipe Remor. Segundo Candemil, o encontro serviu para cobrar do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) em qual situação se encontra o projeto da rodovia.
Na próxima segunda-feira, em horário ainda a ser definido, o secretário da Infraestrutura deve estar em Laguna, acompanhado de técnicos, para discutir a obra do Acesso Norte. “Estamos defendendo que seja construído sobre o atual traçado existente, e não outro, que vai exigir estudos, muitas indenização, e isso pode atrasar o início dos trabalhos”, defende Candemil.
A reunião de segunda-feira, conforme o prefeito, deve servir para se avançar nos estudos. A obra será uma continuidade da avenida João Marronzinho. Candemil diz que 75% do projeto já está concluído, enquanto os outros 25% restantes se referem ao trecho que passa sobre a estrada de ferro. “Há o problema da definição do traçado, em função da exigência da estrada de ferro, que quer um viaduto. Ele vai custar mais caro que o preço da estrada”, diz ele, acrescentando que será feita uma discussão técnica entre o Deinfra e a ferrovia.
O Acesso Norte terá cinco quilômetros de extensão, da avenida João Marronzinho até a BR-101. Serão duas pistas e uma ciclovia, que ao todo devem custar cerca de R$ 10 milhões. Não há prazos para o início das obras, já que ainda faltam a definição do projeto, as licenças ambientais, a licitação e indenizações, entre outras etapas. Candemil pretende obter os recursos financeiros para a obra pelo Fundo de Apoio aos Municípios (Fundam 2).
“Pela experiência que a gente tem, a obra deve levar dois anos. O vice-governador sempre se mostrou interessado em inaugurar a obra em 2018. É difícil, mas nada impossível. Vamos trabalhar para que dê para o ano que vem. O trânsito ali está complicado, porque a cidade não tem outra saída”, comenta Candemil.
