
Mirna Graciela
Laguna
As tratativas para a implantação de uma fábrica de lajotas e outros artefatos de cimento, nas dependências do Presídio Regional de Tubarão, seguem a todo vapor. O próximo passo é a prefeitura apresentar o projeto de execução e as licenças ambientais para, enfim, o convênio ser assinado.
Desde 2011, membros do Conselho Segurança e Vida trabalham com a proposta. “Nosso papel foi propor a ideia, não deixá-la ‘morrer’ e provocar as partes para que a iniciativa vire realidade”, almeja o presidente do conselho, Paulo Marcos Vargas.
O intuito é levar, aos detentos do regime semiaberto, a oportunidade de trabalharem como cumprimento da lei de execução penal, que prevê a prática de atividade em colônia agrícola ou industrial. “Dessa forma, o apenado busca a ressocialização e, ao mesmo tempo, a remissão de sua pena e até mesmo uma remuneração”, incentiva Paulo.
Um convênio entre o Departamento de Administração Prisional (Deap) do estado e prefeitura da Cidade Azul tem sido viabilizado pelo conselho. A parceria prevê que a prefeitura construa o galpão e forneça as ferramentas e a matéria-prima para a realização do trabalho.
Além de os detentos atuarem profissionalmente, o governo municipal poderá adquirir os produtos fabricados com valores mais reduzidos. Uma reunião foi realizada recentemente para tratar do assunto. A secretária de justiça e cidadania, Ada de Luca, os membros do conselho, o secretário de desenvolvimento regional em Tubarão, Estêner Soratto Junior e o vereador Clodoaldo de Medeiros, que representou a prefeitura, discutiram o tema.