Laguna
Manifestantes liderados por associações comerciais de Laguna, foram as ruas nesta segunda-feira (23), para pedir a volta do estacionamento rotativo do município e também a conclusão da obra do Mercado Público. O movimento promovido pela Associação Comercial de Laguna (Acil), Sindilojas e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da Cidade Juliana alega, que sem o estacionamento rotativo a economia local seria afetada.
Centenas de trabalhadores do comércio percorreram a avenida Colombo Machado Salles, no centro histórico com faixas e cartazes. Ainda na segunda-feira, ocorreu uma reunião com o prefeito Mauro Candemil. De acordo com representantes do comércio lagunense, há cinco anos busca-se a volta do sistema rotativo de estacionamento na cidade.
No entanto, a prefeitura de Laguna defende-se em nota que o município entende que o serviço de estacionamento rotativo, como política de desestímulo ao acúmulo de veículos estacionados no Centro Histórico de Laguna, é o que melhor se amolda as necessidades da cidade, priorizando a sua implantação em relação a outros modelos possíveis de serem adotados.
Eles afirmam ainda, que o último modelo de concessão instalado no Município, explorado pela empresa Serrana Engenharia S/A, exauriu-se pela falta de viabilidade econômica da concessão, falta de fiscalização eficiente – a cargo do Poder Público – e a baixa adesão dos usuários ao sistema de rotação de vagas. Por fim, a prefeitura destaca que o serviço tem sido objeto de questionamentos em inúmeras cidades pelo Tribunal de Contas do Estado, desde a vizinha Tubarão, até mesmo cidades maiores, como Balneário Camboriú e Joinville, onde o sistema demorou quase quatro anos para ser lançado –, tem encontrado e se deparado com os mesmos problemas na Cidade Juliana.
“Não iremos entrar de modo mais aprofundado em detalhes técnicos mais complexos, mas é bom situar o cidadão Lagunense e esclarecer que a não implantação do Estacionamento Rotativo e a ativação do Mercado Público não se dão por falta de vontade, de ausência de prioridades ou outros argumentos não ligados a gestão pública municipal. São assuntos complexos, burocráticos, que não dependem apenas da própria vontade do Poder Público”, diz a nota.
