
Florianópolis
O interesse em investir na área do Porto de Imbituba não é apenas dos estrangeiros, como os noruegueses que visitaram o local nesta semana. Ontem, os representantes da Tractebel Energia, em Capivari de Baixo, confirmaram interesse em atuar no setor de Gás Natural Liquefeito (GNL) na região do porto. Um protocolo de intenção foi assinado pelo presidente da empresa, o engenheiro Manoel Arlindo Zaroni Torres, o governador Raimundo Colombo e o vice Eduardo Pinho Moreira.
"A partir de agora, a empresa vai realizar os estudos necessários para aprofundar o projeto", destacou o presidente da Tractebel. O presidente da SC Parcerias, Paulo César da Costa, e os secretários de estado do desenvolvimento econômico sustentável, Carlos Chiodini, e da comunicação, Walter Bier, acompanharam a audiência.
Ontem, empresários da Noruega visitaram o porto. A empresa, que fabrica contêineres para gás, demonstrou interesse em se instalar na cidade, especialmente na Zona de Processamento de Exportação (ZPE). Desde setembro é avaliada a vinda da multinacional para a região.
A empresa tem interesse em 19 hectares da ZPE. Com isso, o investimento pode chegar a mais de R$ 3 bilhões ao longo dos anos, que ajudaria a movimentar uma área hoje improdutiva.
Para o presidente do porto, Luis Rogério Pupo Gonçalves, a vinda é uma movimentação que eles pretendem que seja efetiva. “Gostariam de ter praticamente um berço específico para eles, então envolve um processo de construção. Tudo agora depende efetivamente deles apresentarem projeto, nós detalharmos essas variáveis todas e entendermos melhor como isso pode ser adequado a nossa realidade”, relata Luis.
Estrutura
Desde 2012 sob administração do governo do estado por meio da SCPar, o Porto de Imbituba conta atualmente com armazéns cobertos para carga geral, tanques para granéis líquidos, áreas de pátio para granéis sólidos, área de contêineres, além de armazéns frigoríficos e de grãos.
Estudos
Por meio da Unisul de Tubarão foram realizados diversos estudos de zoneamento do porto para facilitar a instalação de empresas como essa no local. Segundo o pró-reitor de operações e serviços acadêmicos, Valter Alves Schmitz Neto, o processo faz parte das estratégias de ação da universidade, em especial do mapa estratégico que a reitoria definiu como meta de trabalho dos próximos cinco anos. “Estamos aqui cumprindo a missão institucional e, em especial, dando a nossa contribuição para ajudar na proporção do desenvolvimento regional”, destaca.