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PSD vive guerra interna e embaralha disputa eleitoral em SC

Foto: Divulgação

Vamos contextualizar os fatos no PSD

Os comentaristas políticos muitas vezes são pegos de surpresa em relação ao tempo dos acontecimentos. Escrevi na última coluna, com todo o esforço da equipe Notisul, que era dada como certa a saída do prefeito de Chapecó do PSD, na última quinta-feira, devido às declarações da velha raposa que ainda dá seus pitacos na política do estado, o ex-governador, ex-presidente nacional do partido e ex-ministro, Dr. Jorge Bornhausen, líder fundador do partido.

Mais detalhes

Bornhausen, de forma sutil, mas explosiva, deu a notícia de que João Rodrigues havia renunciado à sua pré-candidatura ao governo do estado nesta eleição, pelas fileiras do PSD. Fomos para a redação e agilizamos a notícia, esperando a reação do prefeito de Chapecó, que viria, com certeza, no day after.

Efeito retardado

O efeito colateral da renúncia de João não se concretizou no dia seguinte e, em coletiva, João fortaleceu ainda mais sua candidatura, com uma ressalva: “Exijo a saída ou licença do prefeito de Florianópolis Topázio Neto do PSD para continuar candidato”. Tudo isso avalizado pelo presidente do partido, Heron Giordani. João manterá sua candidatura, goste ou não o Dr. Jorge Bornhausen. Seu projeto ainda está bem vivo, uma vez que quem decide é Gilberto Kassab, presidente nacional da sigla.

Cancelou

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O Dia D da pré-campanha de João com renúncia da prefeitura iria acontecer no dia 21/03.
Seria uma grande festa para muitos convidados. Depois de todas essas conversas, idas e vindas,
disse-me-disse, a festa foi cancelada por João Rodrigues, que, por meio de um vídeo, publicou
sua decisão. O motivo não convenceu muito, mas deixou no ar que sua candidatura ainda continua de pé.

Velhas raposas

ex-governador é convidado a disputar governo de SC
FOTO Divulgação Notisul

Bornhausen, com seu tom conciliador, mas decisivo, ainda colocou nomes para substituir João Rodrigues, como os dos deputados estaduais Júlio Garcia e Napoleão Bernardes, que declinaram, e o do ex-governador Raimundo Colombo, que silenciou, porque sabe que é o escolhido da cúpula pedessista. Mesmo assim, prefere esperar a decisão final, que não deve vir. Raimundo vai continuar com seu projeto a deputado federal.

HUMMMMM!!!!!

Tudo converge para sua pré-candidatura a federal e, pelas suas redes sociais, disse que agradeceria a lembrança da grande liderança do partido, mas entende que o candidato do PSD, e dele a governador, é João Rodrigues, prefeito de Chapecó. Isso foi dito na última terça-feira e continua sendo reiterado até a presente data.

Jogo pesado 1

FOTO Mídias Sociais Reprodução Notisul

A única certeza nesse tabuleiro é saber o teor da conversa que João Rodrigues teve com o governador na Casa da Agronômica há cerca de 10 dias. Segundo Bornhausen, na conversa com o governador, Jorginho Mello (PL), teria oferecido R$ 300 milhões em obras em Chapecó para João desistir de sua candidatura.

João Rodrigues desmentiu Bornhausen publicamente.

Jogo pesado 2

O staff do prefeito de Chapecó desmente e nega tal oferta. Mas, vindo de onde veio e já publicado na coluna de Marcelo Lula, não duvido de nada: o PSD está cada vez mais próximo de um tsunami político. Muita gente falando e poucos tomando decisões. Está faltando uma voz oficial. Todos entregando o jogo.

O jogo já começou

É verdade que a campanha eleitoral foi antecipada com muita antecedência e o eleitor ainda não está muito antenado sobre o assunto; apenas a classe política está muito interessada na eleição, neste momento. Entendo que a janela eleitoral para os deputados trocarem de sigla é importante para alguns partidos, e isso está acontecendo. Porém, a questão de coligação partidária tem uma data legal no calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE): 5 de agosto, quando a campanha oficial realmente começa.

Vamos lembrar da Eleição 2018

Candidatos ao Governo de Santa Catarina: total de 8 candidaturas. Resultado das urnas:

1º Turno
Gelson Merísio (PSD) – 31,12% com 1.121.869 votos
Carlos Moisés (PSL) – 29,72% com 1.071.406 votos

2º Turno – Governador
Carlos Moisés (PSL) eleito com 71,09% – 2.644.179 votos
Gelson Merísio (PSD) – 28,91% com 1.075.242 votos

E das Eleição 2022

Na eleição de 2022, tivemos 10 candidatos ao governo e obtivemos os seguintes resultados no 1º turno:

1º Turno
Jorginho Mello (PL) – 38,61% (1.575.912 votos)
Décio Lima (PT) – 17,42% (710.859 votos)

2º Turno – Governador
Jorginho Mello fez mais de 70% dos votos válidos
Décio Lima (PT) – 29%

PP em crise 1

Há, nos subterrâneos da política do estado, informações sobre líderes estaduais do Progressistas que estariam querendo jogar a favor de Jorginho. O que ainda não está bem explicado é se esse grupo queria colocar o senador Esperidião Amin como pré-candidato a deputado federal, abrindo mão da reeleição, ou retirá-lo de vez do cenário nesta eleição. Havia algo no ar, que foi desvendado no jantar com o governador Jorginho.

Amin e o Progressistas 

FOTO Agência Senado Reprodução Notisul

Com essa atitude e a manobra descoberta a tempo, o presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira, substituiu o presidente provisório do partido, Leodegar Tiscoski, e, no mesmo ato, nomeou o senador Amin como presidente do PP no Estado.

Em crise 3

Esse gesto vindo do comando nacional coloca o senador Amin novamente no páreo das articulações, com poder de negociar ou conversar com qualquer partido, sem conspirar. Foi, sem dúvida, um golpe duro na ala que se dizia amiga do senador e que estava articulando com o governo Jorginho.

Novos acordos

A tendência do novo presidente do PP, senador Esperidião Amin, é abrir negociação imediatamente com PSD, MDB e União Brasil (Agora Federação Progressista) para futuras composições. Com todo o barulho dentro do partido, a divisão está clara: uma ala irá compor com Jorginho e a outra com Esperidião, que levará o CNPJ do partido e da Federação.

Pepê Collaço quer Jorginho

Por outro lado, os pepistas do Sul do Estado, especialmente o grupo de Pepê Collaço, querem adesão imediata ao projeto do governador, mesmo que, para isso, Amin precise lançar uma candidatura avulsa ao Senado, fora do palanque oficial de Jorginho. O desejo do deputado não é em vão, uma vez que o PL retribuiria o empenho deixando de lançar candidaturas de peso na região da Amurel.

Vida que segue

Amin tem uma saída e uma chance de se reeleger: conquistar, a todo custo, o segundo voto ao Senado. Nos bastidores, essa estratégia existe e a possibilidade de sucesso é grande. Isso poderia ocorrer se ele conseguir, de fato, conquistar votos da futura composição, além de eleitores de direita que rejeitam a candidatura de Carlos Bolsonaro.

O filho do ex-presidente já renunciou ao mandato de vereador do Rio de Janeiro e mudou o domicílio eleitoral para SC. A chapa em busca das duas vagas no Senado seria completada pelo nome da deputada federal Caroline De Toni.

Chapa avulsa 1

Para disputar uma vaga no Senado Federal, o candidato precisa obrigatoriamente estar filiado a um partido político e ter pelo menos 35 anos de idade. A Constituição brasileira e a legislação eleitoral não permitem candidaturas independentes (sem partido). Porém, no caso do Senado, existe uma característica diferente das eleições para presidente ou governador.

Chapa avulsa 2

Cada partido pode lançar seu próprio candidato ao Senado. Esse candidato não precisa, necessariamente, fazer parte da mesma coligação majoritária para governador. Assim, pode concorrer de forma isolada, o que muitas vezes é chamado informalmente de “chapa avulsa” ao Senado. Não deixa de ser uma alternativa.

Neste ano de 2026 estão em disputas duas vagas por Estado, o que significa 2/3 do número de senadores.

Feliz Aniversário

A proposta de conceder um dia de folga ao servidor público no mês de seu aniversário pode até soar simpática à primeira vista, mas revela um problema maior quando observada sob o prisma do interesse coletivo. O serviço público não existe para atender conveniências internas, mas para responder, com eficiência e continuidade, às necessidades da população. Sem mais comentários.

Pobres poderes

Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), têm evitado, até mesmo entre aliados nos bastidores, informar se darão prosseguimento a eventuais pedidos de comissões parlamentares de inquérito para investigar fraudes no Banco Master.

E o povo?

A pressão de governistas e da oposição aumenta após se tornarem públicas possíveis relações do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono da instituição, com políticos e até ministros do Supremo Tribunal Federal. Claro que o sistema se ajuda mutuamente e quem sofre as consequências é sempre o lado mais fraco.

Hora de mudanças!

Cariny vereadora 

A Câmara Municipal de Capivari de Baixo analisou, na sessão do dia 16 de março, o Projeto de Lei nº 016/2026, de autoria do Poder Executivo, que previa o reajuste do vale-alimentação dos servidores públicos municipais de R$ 720,00 para R$ 800,00, além da extensão do benefício ao 13º salário e ao terço constitucional de férias.

Contudo, o projeto também visava incluir, como beneficiários do auxílio, os agentes políticos (prefeito, vice-prefeito e secretários municipais), que atualmente não recebem vale-alimentação, ampliando, assim, o alcance do benefício.

Diante disso, a vereadora Cariny Elisabety Mendes Figueiredo apresentou emenda supressiva com o objetivo de excluir os agentes políticos, mantendo-se as disposições voltadas exclusivamente aos servidores públicos municipais.

A emenda foi aprovada em plenário por 9 (nove) votos favoráveis e 1 (uma) abstenção. Parabéns à Câmara de Capivari de Baixo pela articulação e comprometimento com o dinheiro público.

FOTO Mídias Sociais Reprodução Notisul
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