Eduardo Zabot
Tubarão
São mais de seis anos de espera, a população de Jaguaruna e Tubarão comemorava um investimento reivindicado há décadas. Uma nova ponte para a travessia do Rio Congonhas, na divisa das duas cidades, de concreto, mais segura, com capacidade para escoar a produção agrícola da região já era para estar pronta…
A nova ponte está avaliada em R$ 1,3 milhão. A passagem precisa ter 60 metros de extensão e oito de largura. A projetada anteriormente contemplava somente 45 metros. "O recurso de R$ 80 mil está garantido e já foi repassado para SDR.
Agora, vamos iniciar o processo licitatório e na próxima semana devemos lançar o edital", afirma o secretário regional Estêner Soratto Junior. O objetivo é deixar o projeto pronto até dezembro e entregar a ordem de serviço no mês seguinte.
Dois convênios já foram feitos com a prefeitura de Jaguaruna e o governo do estado e foram desfeitas por erros no projeto, pois a travessia projetada era menor do que a necessária. Em novembro do ano passado, a informação era de que o tal projeto havia sido refeito. Investimento de R$ 3,5 mil. Mesmo assim, a obra nunca começou e agora ninguém sabe dizer onde está o documento. Em resumo: não há projeto na prefeitura, que teve de devolver o dinheiro enviado pelo estado e cancelar o convênio e a licitação.
Até junho do ano passado, a obra estava orçada em R$ 744.591,80 – R$ 600 mil do governo estadual e R$ 92.704,10 de cada prefeitura. A responsabilidade de manutenção é das gestões municipais, porém, o estado está apoiando financeiramente para agilizar a obra.
Atual passagem é extremamente precária
A construção de uma passagem de concreto na divisa dos bairros Congonhas e Jabuticabeira, em Tubarão e Jaguaruna, respectivamente, é reivindicada há décadas. Mas o pleito ganhou ainda mais força a partir de 2006, quando houve a tentativa de construir a travessia pela primeira vez.
A estrutura de madeira gera insegurança nos usuários. Inclusive, chegou a ser interditada pelo lado da Cidade Azul duas vezes, com base em um laudo técnico que confirmava a precariedade. Como a maioria não cumpriu a determinação e continuava a trafegar pela perigosa ponte, em fevereiro do ano passado alguém ateou fogo e cerca de 25% da estrutura ficou destruída.
Mesmo assim, pedestres, motociclistas e ciclistas ainda atravessavam. Dias depois ao ato de vandalismo, o trânsito foi novamente liberado para veículos pequenos. Isso porque a ponte passou por uma pequena reforma, onde foram colocadas novas vigas, estacas, corredeira e corrimãos.
Cerca de 90% dos usuários da ponte são de Tubarão e Capivari de Baixo, que segue para as praias de Jaguaruna. Na cidade vizinha, a obra garantirá a retirada do fluxo de veículos do centro aos fins de semana.
Hoje, com a precariedade da passagem, a maioria opta por seguir para Jaguaruna pela BR-101. Para acessar as praias, obrigatoriamente é preciso passar pela região central da cidade, o que gera longos congestionamentos, especialmente na temporada de verão.
O projeto ideal da ponte
• A nova ponte precisa ter 60 metros de extensão e oito metros de largura. A projetada anteriormente tinha apenas 45 metros.
• São duas pistas de rolamento e passagem para pedestres.
• A profundidade também estava errada. Precisará ser maior do que os dois projetos anteriores previam. As estacas só serão fincadas com segurança a mais de 34 metros abaixo d’água, valor além do estimado (menos de 30 metros).
• A travessia de concreto seria construída ao lado da estrutura de madeira (do lado esquerdo de quem segue de Tubarão para Jaguaruna). Isto porque a intenção era manter a atual.
