Início Geral Recursos para a piscicultura: Mais de R$ 800 mil serão liberados

Recursos para a piscicultura: Mais de R$ 800 mil serão liberados

Wagner da Silva
São Ludgero

A produção de peixes na região esta aquém da capacidade, mas a projeção de crescimento anima produtores e o próprio Ministro da Pesca. Altemir Gregolin anunciou a liberação, ainda este mês, de R$ 869 mil à piscicultura.

O valor será destinado há horas técnicas e máquinas. Os recursos, coordenados pelo padre Lenoir Steiner Becker, do Instituto Brasil Novo, serão repassados após a confecção de um levantamento das propriedades. O documento será feito pelas associações, núcleos e secretarias da agricultura das prefeituras da região.

O assessor do Ministério da Pesca no Vale, padre Círio Vandresen, explica que a verba poderia ter sido liberada há mais tempo, mas como não havia projetos cadastrados, o Vale ficou sem o dinheiro. Ele também descarta a possibilidade da implantação de um frigorífico de pescados na região.

“Os próprios associados atestaram que esta obra é inviável no momento. Para isso é necessário, primeiro, ter uma produção razoável, algo que hoje ainda não existe”, argumenta padre Círio.
Ele lembra ainda que outros R$ 32 milhões foram liberados pelo Ministério da Pesca para a aquisição de equipamentos aos municípios do Vale, tudo com o objetivo de incrementar a produção.

Peixe na merenda escolar

Tramita na assembleia legislativa um projeto de lei que visa a regulamentação da utilização do peixe e produtos orgânicos na merenda das escolas estaduais. A proposta, de autoria do assessor do Ministério da Pesca no Vale, padre Círio Vandresen, entrou na pauta do legislativo no último ano, quando ele ocupou a vaga do deputado estadual Dirceu Dresch (PT), por dois meses.

O pedido foi feito após um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), cujos dados apontam a falta deste alimento na mesa do brasileiro. “No país, cada pessoa consume, em média, sete quilos de peixe por ano. O ideal é que fossem 11 quilos por ano. Uma maneira de tornar o alimento acessível é inseri-lo na merenda escolar”, avalia padre Círio.

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