
Tubarão
A Ferrovia Litorânea é uma reivindicação de muitos empresários catarinenses. A ligação do sul com a malha férrea nacional possibilitará o crescimento, especialmente, do setor industrial. Pauta de uma reunião realizada nesta sexta-feira, em Criciúma, a Ferrovia Litorânea tem tudo para ser realidade já no próximo ano.
Os deputados federais Jorge Boeira (PT), Edinho Bez (PMDB) e Ronaldo Benedet (PMDB) deverão articular, em Brasília, o início da obra. Um dos passos será o agendamento de uma audiência no Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit). Este encontro deverá ocorrer no próximo mês.
O objetivo é a inclusão do projeto na programação do orçamento da União no próximo ano. Segundo o gerente administrativo da Ferrovia Tereza Cristina (FTC), Gilberto Machado, será pedido uma reserva de 10% (cerca de R$ 94,5 milhões) do orçamento da obra.
“Vamos, agora, discutir com o Dnit quem pode habilitar-se para construir a ferrovia. Todos os presentes no encontro apoiaram a ideia e levantaram fortemente esta bandeira”, comemora o secretário estadual de articulação, Acélio Casagrande. Mas para que essa etapa comece, é necessário que o projeto esteja pronto. Isto é previsto para julho do próximo ano.
Também é preciso refazer o orçamento. Atualmente, estima-se que a construção da Ferrovia Litorânea custe R$ 945 milhões. O projeto é elaborado pelo consórcio Magna/Astep e Veja/Prosul. O Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) já está aprovado e vigente.
A Ferrovia Litorânea
Ao todo, a Ferrovia Litorânea Sul terá 236 quilômetros de extensão e interligará a Ferrovia Tereza Cristina, no sul do estado, a malha ferroviária da América Latina Logística (ALL). Assim que estiver terminada, a estrada de ferro ligará os portos de Imbituba, Itajaí e São Francisco do Sul à malha férrea nacional.