O regulamento da Fórmula 1 2026 marca uma das maiores mudanças técnicas da história recente da categoria. Com carros menores, motores híbridos mais elétricos e aerodinâmica ativa, a nova era começa oficialmente entre 6 e 8 de março, no GP da Austrália, em Melbourne.
Antes mesmo da primeira corrida, porém, o pacote técnico já divide opiniões após os testes de pré-temporada no Bahrein. Pilotos como Max Verstappen, Lewis Hamilton e Fernando Alonso criticaram a complexidade no gerenciamento de energia. Outros, como Lando Norris e George Russell, adotaram tom mais otimista.
Calendário da Fórmula 1 2026
A temporada terá 24 corridas e começa na Austrália (6–8/3), seguida por China (13–15/3) e Japão (20–22/3). Bahrein (3–5/4) e Arábia Saudita foram deslocados para abril por causa do Ramadã.
Carros menores e 30 kg mais leves
O regulamento Fórmula 1 2026 reduz dimensões e peso dos carros:
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Entre-eixos: de 360 cm para 340 cm (-20 cm)
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Largura: de 200 cm para 190 cm (-10 cm)
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Peso mínimo: de 798 kg para 768 kg (-30 kg)
A carga aerodinâmica cai cerca de 30%, enquanto o arrasto é reduzido em até 55%. O assoalho passa a ser mais plano e o difusor menos eficiente, reduzindo turbulência e facilitando disputas roda a roda.
Os pneus também ficam mais estreitos (25 cm na frente e 30 cm atrás), mantendo rodas de 18 polegadas.
Fim do DRS e nova aerodinâmica ativa
O DRS deixa de existir. Em seu lugar entra um sistema de aerodinâmica ativa com asas móveis.
Dois modos principais:
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Modo Z: máxima carga aerodinâmica para curvas.
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Modo X: baixa resistência em retas, acionado em condições específicas de perseguição.
O sistema busca melhorar ultrapassagens sem depender apenas de zonas pré-determinadas.
Motores 50% elétricos e fim do MGU-H
A unidade de potência é outro ponto central do regulamento Fórmula 1 2026.
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Motor térmico: 400 kW (~540 cv)
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Motor elétrico (MGU-K): 350 kW (~476 cv)
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Potência combinada: cerca de 1.000 cv
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Divisão energética: 50% combustão, 50% elétrica
O MGU-H foi eliminado. Toda a recuperação de energia passa a depender do MGU-K, com limite de até 8,5 MJ por volta.
Os carros utilizam combustível 100% sustentável. Há ainda modos de potência extra, como “push-to-pass”, com energia liberada via bateria.
Simulações indicam que, em pistas como Monza, o gerenciamento pode levar à redução de potência elétrica antes do fim das retas — ponto que gerou críticas nos testes.
Verstappen lidera críticas ao novo regulamento
Após os testes no Bahrein, Max Verstappen classificou os carros como “anticorrida” e comparou a experiência a uma “Fórmula E com esteroides”.
— Eu não quero que nos aproximemos da Fórmula E. Quero que continuemos sendo Fórmula 1. Foquem em um bom motor — afirmou.
Segundo o piloto, o excesso de gerenciamento impede que o carro seja pilotado no limite.
Lewis Hamilton chamou as regras de “ridiculamente complexas”. Fernando Alonso também demonstrou preocupação com a adaptação e o impacto na pilotagem.
Andrea Kimi Antonelli alertou que pilotos podem precisar usar técnicas como “lift and coast” até mesmo na classificação.
Por outro lado, Lando Norris rebateu as críticas:
— Eu me diverti muito. A Fórmula 1 muda o tempo todo. Se alguém não gosta, pode escolher outra coisa — declarou.
FIA admite ajustes, mas evita mudanças imediatas
O diretor técnico de monopostos da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Nikolas Tombazis, reconheceu que ajustes podem ser feitos.
Segundo ele, cerca de 90% do regulamento está correto, mas modificações via software — como aumento na recuperação de energia por volta — podem ser discutidas após as primeiras corridas.
Mudanças estruturais de hardware não estão previstas no curto prazo. A FIA afirma que a avaliação real só ocorrerá com as disputas em pista, e não apenas nos testes.
Sustentabilidade e nova era
O regulamento Fórmula 1 2026 busca alinhar a categoria a metas ambientais e atrair novos fabricantes. A promessa é de carros mais ágeis, eficientes e sustentáveis.
O desafio será equilibrar inovação tecnológica e espetáculo esportivo.
A resposta definitiva virá nas primeiras corridas da temporada.
