
Zahyra Mattar
Laguna
Esta é a ‘semana D’ para o consórcio Araguaia/Blokos/Emparsanco, responsável pela duplicação do lote de obras 25 da BR-101, entre Capivari de Baixo e Laguna. Administrativamente, a rescisão do contrato com o grupo já está pronta.
É aguardado apenas um prazo legal para que comece a tramitar, em Brasília. Inclusive, ontem, o deputado federal Jorge Boeira (PT) teve nova audiência com o ministro dos transportes, Paulo Sérgio Passos, justamente para tratar do assunto.
“O ministro está ciente de tudo e reafirmou que irá rescindir o contrato se não houver a retomada imediata dos trabalhos”, confirma Boeira. A empresa está de sobreaviso desde o começo deste mês e a rescisão já havia sido confirmada por Passos no último dia 4, conforme o Notisul já antecipou.
O superintendente regional sul do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit), Avani Aguiar de Sá, explica que aguardará até, no máximo, a próxima semana para que o consórcio retome as obras.
“Não é apenas retomar, é voltar com consistência. Caso ocorra de as obras reiniciarem e a lentidão continuar, a rescisão começa a tramitar e aí é um abraço”, sublinha Avani.
O consórcio quer seguir no trecho. Até porque uma rescisão torna as empresas inaptas a participarem de licitações e pode interromper outros contratos que têm junto ao governo federal. Conforme Avani, a empresa líder tenta buscar uma solução financeira para prosseguir os trabalhos.
Abandono do trecho deixa o trânsito perigoso em Capivari de Baixo
Quando as obras de duplicação do lote 25 na BR-101, entre Capivari de Baixo e Laguna, foram retomadas, em fevereiro deste ano, ficaram concentradas na Capital Termelétrica.
Hoje, com a paralisação dos serviços, a situação é precária. O acesso ao município ficou perigoso. O trevo existente foi modificado e ficou mais curto. A entrada à comunidade de Ilhotinha continua interditada e os moradores são obrigados a acessar a rua 100 metros antes do antigo trevo.
O local está mal sinalizado e o asfalto encontra-se esburacado. Conforme o prefeito Luiz Carlos Brunel Alves, diante dos perigos do trecho e a incerteza do fim das obras, é crescente a pressão da população pela realização de uma manifestação mais significativa, inclusive com o fechamento da rodovia.
“A questão primordial é que algo precisa ser feito. A população de Capivari de Baixo é terrivelmente prejudicada pela lentidão das obras. Vamos planejar algo junto com a câmara de vereadores e a população. Estamos cansados de esperar”, enfatiza Brunel.