Início Geral Sala Multifuncional: Deficientes começam a ser atendidos

Sala Multifuncional: Deficientes começam a ser atendidos

Wagner da Silva
Braço do Norte

A inclusão social passa por um processo longo, muitas vezes árduo, por falta de apoio. Em Braço do Norte, esta realidade começa a mudar a partir deste ano, com o início do funcionamento da sala multifuncional, instalada na Escola Antonio Rhoden, no bairro Floresta.

Além de participarem da aula normalmente, os 44 alunos da rede municipal de ensino com deficiências – físicas, auditivas, visuais, capacidades limitadas, ou com síndromes – ficarão na sala multifuncional por cerca de uma hora no período extra-turno.

O objetivo é estimular as ações de concentração, equilíbrio, memorização, todos com foco mental. “Após um estudo de cada caso, são desenvolvidas atividades em conjunto com o professor. À medida que ele evolui, procuraremos outros estímulos para incluir estas crianças, dentro da realidade de todos”, explica a pedagoga Alcionir Farias, habilitada no atendimento multifuncional.

Para a diretora do ensino fundamental do município, Rosane Alberton Cunha, a sala multifuncional tem forte apelo social. “Foi uma grande conquista para o município, que cria uma nova possibilidade a estas pessoas especiais de fazerem parte da sociedade. Ficamos felizes pelo apoio e com os resultados já apresentados em pouco tempo”, destaca.

Além do portão da escola

Além dos computadores com acessórios e programas específicos para deficientes – webcam, jogos, sons -, vários recursos criativos e com baixo custo serão utilizados no atendimento ao portador na sala multifuncional. Caixas de brinquedos, tampas, papelão, copos plásticos, bolinhas de vidro, cartolina, entre outros materiais, serão usados nas atividades.

“Cada um tem uma especificidade e precisa de recursos diferentes. Devido ao alto custo de certos equipamentos, aprendemos como fazer e usamos a criatividades para criar alternativas baratas e com alta aprovação de funcionalidade, para atuar com as crianças. Está dando resultado”, destaca a pedagoga Alcionir Farias, habilitada no atendimento multifuncional.

Após conhecer as limitações de cada aluno, serão reunidos professores e familiares para uma apresentação das atividades. “O projeto é de inclusão e, por isso, precisa ir além da escola. Mostrar aos pais como estimular em casa através de ações simples é uma das formas desta criança aprender e desenvolver-se em nossa sociedade”, enfatiza.

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