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Sentença não será proferida antes de agosto

 

Mirna Graciela
Tubarão
 
Terminou a coleta de provas orais. Ontem à tarde, os seis réus envolvidos no processo criminal de denúncia de tortura a detentos no Presídio Regional de Tubarão, em 2010, foram ouvidos pelo juiz Elleston Canali, da 1ª Vara Criminal de Tubarão. 
 
Em quase cinco horas, três agentes penitenciários, dois policiais militares e o diretor da instituição prisional na época dos fatos apresentaram a sua versão. A defesa de um dos agentes penitenciários, acusado de ser o agressor, solicitou novas informações sobre os antecedentes criminais dos presidiários apontados como vítimas. 
 
Relatórios de suas vidas carcerárias e os boletins de ocorrências registrados nas delegacias de Criciúma e na Central de Plantão Policial de Tubarão também foram requeridos pela defesa. Após a análise destes documentos por Elleston, o Ministério Público e os defensores apresentarão as suas alegações finais e a sentença será proferida. 
 
Conforme o juiz, tudo também vai depender da agilidade destas respostas. “Não há prazo definido, mas estima-se que antes de agosto não há condições de sair resultado”, previu Elleston. 
 
A agressão contra os detentos ocorreu no dia 28 de maio de 2010 e as imagens feitas por um outro agente mostram um ex-chefe de segurança da unidade no momento que espancava dois presos. O caso repercutiu em âmbito nacional. 
 
As imagens foram exibidas pela rede Globo. O espancamento ocorreu na sala do plantão do Departamento de Administração Prisional (Deap). Além dos dois agentes (o que agrediu e o que gravou as cenas), mais quatro pessoas são investigadas. 
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