
Zahyra Mattar
Braço do Norte
A pavimentação asfáltica da Estrada de Albertina, como ficou conhecido o trecho da SC-407 que liga que liga o centro de São Martinho à comunidade de São Luís, em Imaruí, é a obra mais antiga em execução na Região Metropolitana, que agrega as regionais no Vale, Tubarão e Laguna.
Iniciou em novembro de 2010 e a expectativa era de que ficasse pronta até outubro de 2011. Depois, outubro do ano passado. Agora, é outubro deste ano. E quem sabe desta vez seja possível. Conforme o secretário de desenvolvimento regional no Vale, Gelson Padilha, 80% do pré-pavimento cobre a estrada.
“Se continuar como está, é possível que o asfalto comece a ser colocado em 20 ou 30 dias. A pavimentação em si é a parte mais rápida e também a mais cara. Se a empresa quiser e tiver fôlego financeiro, termina logo”, considera Padilha.
A obra é assinada pela A.Mendes, de Gravatal. Outra boa notícia é quanto às indenizações do trecho de 500 metros da rodovia, onde ainda não foi feito nada. O pagamento, um investimento de mais R$ 160 mil do governo catarinense, começa a ser feito já na próxima semana.
Neste segmento, bem na metade da estrada, ainda é preciso fazer a terraplanagem e todas as outras etapas até a pavimentação. “Mas não é algo que levará muito tempo. Conforme os fiscais, que são engenheiros, não há dificuldade, porque não tem rochas para serem removidas, nem obras de arte especiais, por exemplo”, enumera Padilha.
O projeto de pavimentação
O projeto contempla a pavimentação de 7,5 quilômetros, entre São Martinho e a comunidade de São Luís, em Imaruí, com investimento, à época, de R$ 8 milhões. Recursos exclusivamente do estado. O asfaltamento deste trecho é parte importante para o desenvolvimento do turismo em todo o sul. A pequena comunidade interiorana onde nasceu a beata Albertina Berkenbrock é foco de peregrinações de milhares de fiéis todos os anos.
Pinheiral: segunda etapa deve ficar pronta antes do prazo
O ritmo de trabalho ao longo dos 6,2 quilômetros da BRN-424, que liga uma das principais localidades econômicas ao centro de Braço do Norte, é intenso. Os trabalhos de execução de bueiros, alongamento de estradas e retiradas de alguns barrancos chega à fase final.
“Depois disso, é só colocar o asfalto, sinalizar e cortar a fita!”, destaca o secretário de desenvolvimento regional no Vale, Gelson Luiz Padilha (PSDB). A segunda etapa contempla o asfaltamento entre a comunidade do Avistoso e o centro da cidade.
O serviço é assinado pela empresa Setep, de Criciúma, com um investimento de R$ 4,9 milhões, exclusivamente do governo do estado. “Se continuar desta forma, é possível que a estrada esteja concluída antes do prazo previsto no contrato, que é agosto”, prevê Padilha.
A pavimentação asfáltica da estrada do Pinheiral é uma reivindicação antiga dos moradores e empresários na microrregião. A primeira etapa foi feita do Pinheiral até o Avistoso, em uma extensão de 6,5 quilômetros. A obra, inaugurada em 31 de maio de 2011, teve custo de R$ 7.576.968,97. Recursos exclusivos do estado, por meio do programa Propav Rural.
Os trabalhos na estrada do Pinheiral seguem em ritmo acelerado. É possível que a inauguração ocorra antes do previsto em contrato.
Investimento muda o perfil econômico da região
Pelas margens da BRN-424, dezenas de frigoríficos e granjas de suínos geram centenas de empregos. Além das pequenas indústrias, a região do Pinheiral, formada ainda pelas comunidades de Avistoso, Taquaruçu, Riacho Alegre e Baixo Pinheiral, é conhecida por abrigar a bacia leiteira do Vale. Toda esta microrregião é uma das mais importantes economicamente para Braço do Norte e municípios vizinhos.
Antes do início das obras, em 2010, haviam cerca de 17 empresas – entre pequenos frigoríficos, laticínios e queijarias – instaladas às margens da rodovia. No ano passado, antes mesmo da conclusão da primeira fase das obras, o número de indústrias instaladas no local passou para 25. Juntas, geram quase dois mil postos de trabalho.