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Servidores ainda estão sem respostas

Lily Farias
Florianópolis

A tentativa de continuar as negociações entre os analistas técnicos em gestão de educação e o governo do estado foram em vão. Servidores de todo o estado reuniram-se ontem no centro administrativo, em Florianópolis, para uma assembleia marcada com o gerente da Coordenadoria Executiva de Negociação e Relações do Estado de Santa Catarina (Coner), Décio Bacedo.

A principal reivindicação da categoria é o direito à gratificação de produtividade, que atualmente é conferida apenas dos analistas lotados no prédio da secretaria estadual de educação, na capital.
Segundo o servidor Deivid Duarte, o pedido não será atendido pelo governo neste ano. Por isso, a decisão dos trabalhadores é prosseguir com a paralisação por tempo indeterminado.

“Nossa greve afeta diretamente os trabalhos dos professores, que ficarão sem materiais para as aulas. Mas quem perderá mais são os alunos. Especialmente aquele que já iniciaram o período de estágio. Ele ficarão sem o certificado de conclusão de curso”, lamenta Deivid.

A alegação do estado é que nada será proposto até o período eleitoral termine. "Não deixaremos de lado a situação deles, mas no momento estamos de mãos atadas", reforça Décio.
Mesmo cientes da posição do governo, os servidores insistirão com a greve. “Manteremos os braços cruzados até que as rodadas de negociações voltem a ocorrer. O fim disto está exclusivamente nas mãos do estado. Não acreditamos nesta desculpa de período eleitoral”, pontua a diretora e coordenadora da regional sul do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual de Santa Catarina (Sintespe), Maria Zilá Padilha.

Greve já dura dois meses

A paralisação dos analistas técnicos em gestão de educação começou no dia 24 do mês passado. Até então, os trabalhadores pararam as atividades por apenas dois dias na semana. A partir de hoje, eles cruzarão os braços por tempo indeterminado e integralmente.

Os profissionais atuam nos Centros de Educação de Jovens e Adultos (Cejas), Centros de Educação Profissional (Cedup), colégios agrícolas e outras unidades escolares. Em Santa Catarina, 840 servidores estão à espera de uma resposta do governo.

Na abrangência da gerência regional de educação em Tubarão, são 18 profissionais. Deste total, dez atuam no Cedup na Cidade Azul e todos estão em greve.
Na semana passada, servidores fizeram uma passeata pelas ruas de Tubarão a fim de reivindicar isonomia salarial. Eles foram até o prédio da gerência regional de educação (Gered), na rua Lauro Müller (beira rio da margem direita) para conversar com a gerente, Tereza Cristina Meneghel.

Em resposta, ela foi enfática ao dizer que é solidária com os colegas, mas está de braços atados para intervir sob qualquer aspecto até que o segundo turno das eleições municipais termine, na próxima semana.

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