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A indústria de confecção é o terceiro setor que mais emprega em Tubarão.
A indústria de confecção é o terceiro setor que mais emprega em Tubarão.

Zahyra Mattar
Tubarão

Empresários e trabalhadores de indústrias de confecção de Tubarão e região estão unidos em um propósito comum. Os patrões tentam manter seus negócios. Os funcionários lutam pela manutenção dos seus empregos. A situação no setor é tão preocupante que algumas fábricas deram férias coletivas aos trabalhadores.

“O sinal amarelo acendeu. A falta de uma política econômica para tornar os produtos brasileiros competitivos começou a estrangular a indústria de confecção. Se nada for feito, é possível que haja demissões em massa”, alerta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Tubarão e Região (Sintraves), Carlos Zamparetti.

O domínio comercial imposto por países asiáticos compromete o crescimento e, principalmente, a sobrevivência do setor. Na região, as indústrias são, na maioria, de médio porte. Mas nem por isso têm menor importância na geração de postos de trabalhos. Juntas, são responsáveis por empregar cerca de seis mil pessoas.

Nos últimos 30 dias, o número de desligamentos da indústria de confecção aumentou 30%, em média, no comparativo com os meses anteriores. Alguns dos casos são demissões. Outros são pedidos de rescisão de contrato por parte dos próprios trabalhadores, que começam a sentir a crise e buscam por outros empregos.
“Em seis anos, nunca vi isso na região. Na negociação com os empresários, propomos as férias coletivas, que já foram adotadas por algumas empresas. Analisamos ainda a possibilidade de implantar o banco de horas e a diminuição dos salários”, informa Zamparetti.

"Nem mesmo durante a crise econômica mundial, em 2009, o setor sucumbiu. Agora, estamos realmente muito preocupados com o que pode vir a ocorrer."

Carlos Zamparetti.
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Tubarão e
Região
(Sintraves)
 

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