Início Geral Sinte apresentará contra-proposta

Sinte apresentará contra-proposta

Professores da rede estadual realizaram uma cerimônia fúnebre para ‘enterrar’ o plano de carreira
Professores da rede estadual realizaram uma cerimônia fúnebre para ‘enterrar’ o plano de carreira

Karen Novochadlo
Tubarão

A greve dos professores do estado continuará pelo menos até a próxima semana. Hoje, lideranças do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) devem apresentar uma contra-proposta ao estado. Ontem, o governador Raimundo Colombo ofereceu uma proposta e pediu que todos retornassem às salas de aulas já na próxima segunda-feira. 
 
Mesmo a proposta seja boa, seria difícil as aulas serem retomadas tão rápido. “Precisamos realizar assembleias regionais e estadual para ver se a categoria concorda com a proposta”, justifica uma das coordenadoras do Sinte em Tubarão, Tânia Fogaça. De acordo com o sindicato, 90% dos servidores estão em greve.
 
O governo propõe o salário base de R$ 1.190,00 para a jornada de 40 horas, R$ 3,00 mais alto que a proposta anterior (eram R$ 1.187,00). E, para o professor que estiver no último nível da tabela, serão R$ 2.385,01. Será fornecida uma gratificação de 15% por tempo de serviço. O governador sugeriu a formação de uma comissão, com membros de governo e Sinte. Este grupo debaterá, em um prazo de 180 dias, a atualização da tabela salarial do plano de carreira.
 
Hoje, em Tubarão, o Sinte realiza uma reunião com a coordenação da greve na região para definir os próximos passos. Ontem, os professores realizaram uma marcha fúnebre para simbolizar o enterro da medida provisória 188/11, que o governador enviou à assembleia legislativa na semana passada. Na medida, o governo estipula que irá pagar o piso salarial nacional, mas, em compensação, provoca um achatamento na tabela do plano de carreira. Os professores também organizaram uma assembleia regional.  
 
Secretário nega o impedimento de sindicato entrar em escolas 
Hoje, a secretaria de educação da prefeitura de Tubarão apresenta uma proposta salarial aos professores municipais, que estão em greve. Os professores reivindicam o pagamento do piso nacional (R$ 1.187,00) como salário inicial, sem perda ou redução de benefícios, no caso a regência de classe. A prefeitura já sinalizou que pagará o piso, mas ficará complicado manter o valor da regência de 40%.
O secretário Felipe Felisbino negou que haja uma proibição dos grevistas de entrar nas escolas. Na quarta-feira, a presidenta do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Educação da Rede Municipal de Tubarão (Sintermut), Laura Isabel Guimarães Oppa, afirmou que os professores haviam sido barrados na Escola Manoel Rufino Francisco, no bairro Passagem. 
No total, 62% dos professores estão em greve. Os dados são do Sintermut. De acordo com a prefeitura, no Centro de Educação Infantil, 62,97% estão em greve. E, nas escolas de educação fundamental, 48,90%. 
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