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STF: Fux vota por absolver Bolsonaro e aliados, mas condena Braga Netto e Mauro Cid

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quarta-feira (10) para absolver o ex-presidente Jair Bolsonaro e cinco de seus aliados no julgamento da ação penal da trama golpista. Apesar disso, Fux se posicionou pela condenação do general Braga Netto e do ex-ajudante de ordens Mauro Cid pelo crime de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Voto de Fux

O voto de Fux durou cerca de 13 horas. Ele rejeitou integralmente a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro, que poderia enfrentar até 30 anos de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Segundo o ministro, Bolsonaro apenas cogitou medidas de exceção e não existem provas que sustentem sua ligação direta com os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. “Cogitação não é suficiente para punir”, afirmou Fux.

Condenações

  • Mauro Cid – delator, foi considerado responsável por intermediar pedidos de militares golpistas e por participar de reuniões estratégicas. Fux votou por condená-lo por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

  • Braga Netto – general da reserva e ex-vice na chapa de Bolsonaro em 2022, também deve ser condenado pelo mesmo crime. Já havia dois votos contrários a ele, de Alexandre de Moraes e Flávio Dino, formando maioria.

Absolvições

Além de Bolsonaro, também foram absolvidos:

  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha

  • General Augusto Heleno, ex-ministro do GSI

  • Paulo Sergio Nogueira, ex-ministro da Defesa

  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça

  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin e atual deputado federal

Para Fux, a simples presença em reuniões ou a posse de anotações e rascunhos não configuram crimes.

Situação do julgamento

Apesar das absolvições defendidas por Fux, o placar parcial é de 2 a 1 pela condenação de Bolsonaro e outros sete réus. Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram ontem (9) pela condenação. Ainda faltam os votos de Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, previstos para esta quinta-feira (11), às 14h.

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