
Zahyra Mattar
Tubarão
Quando o diálogo, por um motivo ou outro, não flui entre cliente e empresa, o melhor caminho é buscar uma solução por meio do Procon. Em Tubarão, o órgão recebe centenas de reclamações mensalmente, mas ainda é pouco, considera a coordenadora Reneuza Borba.
"As pessoas ainda são muito passivas e deixam de buscar seus direitos", considera a especialista em direito do consumidor.
No mês passado, o setor que mais gerou reclamações foi o de telefonia (problema com a fatura e defeito do aparelho celular). Dos 301 atendimentos, 90 eram por este motivo. O segundo maior tipo e reclamação foi por conta dos chamados vícios de produtos (defeitos). Foram 62 reclamações neste sentido.
Em terceiro lugar, está o sistema financeiro: 41 pessoas representaram por conta do alto juro do cartão de crédito. Contratos (24 reclamações), inserção do nome do consumidor no sistema do SPC e Serasa sem aviso prévio (20 contestações) ocupam a quarta e quinta posições, respectivamente.
O restante da lista é formado por serviços bancários, problemas com a fatura de energia elétrica e água, aluguel, imóveis e veículos, entre outras representações de menor proporção. Do total de reclamações, 80% (241 casos) foram imediatamente solucionados por meio do órgão.
Outras 41 investigações (13%) foram abertas. "Estes são processos em andamento, os quais foram enviadas cartas para as empresas, mas ainda não obtivemos resposta. O restante (19 casos) ainda não foi solucionado, mas isso não significa que o consumidor reclamou em vão. O contrário: ninguém sai daqui sem resposta", confirma Reneuza.