Priscila Loch
Tubarão
A família do tubaronense Willy Zumblick voltou a cogitar a hipótese de transferir as obras do artista para outra cidade. Isso porque as atuais condições do Centro Municipal de Cultura (CMC) não são adequadas para abrigar as telas e estatuetas. Paredes e pisos rachados, goteiras e infiltrações tornam o local insalubre. Inclusive, já houve perdas, como a necessidade de duas restaurações urgentes, relata a filha Maria Elisa Zumblick.
“A estrutura continua a mesma, com vários vazamentos. Pedimos alguma atitude. O sonho do meu pai era ter um bom lugar para guardar as suas obras. Mas isso não existe no momento”, lamenta Elisa. Além de uma reforma no museu, os familiares pedem climatização, iluminação e divulgação.
O assunto já havia sido incluído na pauta da câmara de vereadores no início do ano. Em abril, a revitalização do espaço foi garantida pela prefeitura. Entretanto, até agora não há nada de concreto, sem previsão do projeto sair do papel.
O prefeito eleito, Olavio Falchetti, ouviu o apelo da filha do artista e, apesar de ainda não ter como prometer uma data, nem ações a serem realizadas, garante apoio. “Willy é um artista maior, ele pintava com a alma. Não se pode deixar jogado o trabalho dele, é uma falta de respeito”, declarou Olavio.
Construído em 2000, o CMC abriga 72 telas do importante artista tubaronense. Todas de valor incalculável.
Centenário
Setembro do próximo ano será uma data especial para lembrar do artista tubaronense Willy Zumblick. Uma programação tende a ser planejada para comemorar o seu centenário. “Um dos compromissos que já assumimos é homenagear Willy”, adianta o futuro secretário de desenvolvimento econômico da prefeitura, Clair Teixeira de Souza.
